Apesar de, inicialmente, ser uma das quatro cidades que iria reformar seu estádio para a Copa do Mundo de 2014 utilizando apenas dinheiro do governo estadual, Belo Horizonte já sinaliza com a possibilidade de aproveitar a linha de crédito que será criada pelo BNDES. O banco estatal irá disponibilizar um total de R$ 4,8 bilhões para reforma das arenas do Mundial, mas o teto estabelecido para cada uma delas é de R$ 400 milhões.

"A responsabilidade do Governo Federal especialmente em relação à mobilidade, à questão do metrô, que é hoje responsabilidade do Governo Federal; e a questão do aeroporto. Essas seriam as prioridades que foram já por nós apresentadas ao Governo Federal, nada impedindo que o BNDES, em especial, possa ser parceiro nosso, inclusive, na questão dos estádios", afirmou o governador Aécio Neves.

Além de colocar o Mineirão no rol de estádios que devem receber investimentos por meio da linha de crédito do BNDES, Belo Horizonte também definiu que o estádio será fechado para obras em fevereiro do próximo ano, antecipando assim o prazo limite estabelecido pelo Comitê Organizados Local (COL) e a Fifa.

"Ele já começará, em fevereiro, as obras estruturais do Mineirão. E, com relação à abertura, não tem nada definido ainda, mas é claro que Minas Gerais poderá [receber a partida inaugural]. No momento oportuno, o Comitê Organizador, junto com o Departamento de Competições da Fifa, irá analisar isso tudo. Mas, obviamente, Minas e o Mineirão terão uma participação grande dentro do contexto da Copa", disse o presidente do COL e da CBF, Ricardo Teixeira, em visita a Belo Horizonte nesta terça-feira.

Com a disputa acirrada para sediar o jogo de estreia da Copa de 2014, já que Belo Horizonte, Brasília e São Paulo sonham com este privilégio, Teixeira aproveitou para mandar um recado às cidades postulantes, principalmente à capital paulista, que tem recebido duras críticas da Fifa por conta do projeto de reforma do Morumbi.

"Tem de ficar muito claro que quando você postula fazer os jogos de maior importância, quer abertura, quer fechamento, automaticamente tem de tomar ciência que o seu estádio tem de ter o nível muito superior ao estádio que vai receber jogos normais. Não pode ir para o lado emocional. Isso é um fato única e exclusivamente técnico. É você cumprir o que está escrito ali. Não tem mistério", completou o presidente do comitê organizador.