A oitava edição do Tudo é Jazz, de Ouro Preto – a primeira que está oferecendo toda a programação com entrada franca – movimenta a velha Vila Rica desde sexta-feira. No sábado, desde o meio-dia, o Largo do Rosário, onde está montado o palco dos shows, já estava animado para apresentação do grupo mineiro Plantaforma C. O jazz temperado com rock alegrou a manhã sem sol, mas quente, própria para a cerveja nos bares em torno do local. Sentado na calçada, ouvindo atentamente o grupo mineiro, estava o casal de namorados Mariana Rodrigues e Assai Rodrigues, ambos estudantes de engenharia. Eles são de Montes Claros e, devido aos compromissos escolares, moram em Ouro Branco.
“Cidade histórica, ao som de jazz, faz viajar. Ganhei dois presentes, conhecer Ouro Preto e ver o festival”, disse Assai, que estava na cidade pela primeira vez. Admirador de jazz, ele toca baixo. Mariana já conhecia Ouro Preto, mas jazz, apenas superficialmente. Adorou tudo o que viu. “É música boa, mistura legal de sopros, contrabaixos e cordas”, observou. Pianista, a jovem garantiu que o que ouviu em Ouro Preto vai influenciar seu jeito de tocar. Para a dupla, o Tudo é Jazz “é um convite” para viajar no jazz guiado por feras no gênero.
Por volta das 17h de sábado, a chuva interrompeu os shows, que permaneciam suspensos até o início da noite. A programação continua neste domingo, com a apresentação do Quarteto Lafe Bene, às 12h. Depois, Jacques Figueras convida Toninho Ferragutti, às 17h; Richard Galliano & Hamilton de Holanda & Jacques Morelenbaum, (cello) & Bernardo Aguiar (percussão), às 21h; e o Paris Jazz Band, às 21h. Tudo com entrada franca, no Largo do Rosário.