PORTO ALEGRE - Ao defender as candidaturas de Dilma Rousseff, à presidência da República, e de Tarso Genro, ao governo do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar confiante em seus candidatos para as eleições do ano que vem.

Em entrevista à Rádio Guaiba, Lula foi explícito ao anunciar as candidaturas. "Estamos preparados para lançar Tarso Genro (ao governo do Rio Grande do Sul), lançar a Dilma e ganhar a eleição", disse o presidente, que foi entrevistado pelo jornalista Rogério Mendelski. "É possível que a gente construa um time capaz de ganhar e acho que é possível construir em torno de Dilma esse time", prosseguiu, referindo-se à necessidade de alianças.

 

Ao comentar a perspectiva da construção de um milhão de casas, o presidente voltou a mencionar a chefe da Casa Civil. Inicialmente, disse que esse número cria um paradigma, o que forçará qualquer governo que vier depois a fazer mais para não ficar atrás do que "um simples torneiro mecânico fez pelo País". "Espero que a Dilma faça o dobro e faça melhor".

 

Em outro trecho da entrevista, Lula descartou a hipótese de uma corrida armamentista na América do Sul, mas justificou os investimentos do Brasil na área militar pela necessidade de proteger suas extensas fronteiras e o pré-sal.

 

"O Brasil é o país de paz, mas precisamos mostrar os dentes se alguém quiser brigar conosco", afirmou, para sustentar que a defesa das riquezas nacionais não pode ser feita só com palavras. Lula lembrou, ainda, que nos anos 70 o Brasil produzia tanques e hoje tem dificuldade até para fazer a manutenção de seus equipamentos militares, prometendo recuperar o "poder de defesa" do País.

 

Acompanhado dos ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, e da Justiça, Tarso Genro, e da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula participou da solenidade de assinatura da ordem de serviço para a construção da Rodovia BR-448, em Sapucaia do Sul, na Grande Porto Alegre. Durante os discursos, um grupo de funcionários dos Correios realiza protesto, no fim da área reservada para autoridades.

 

De acordo com o jornal "Zero Hora", o presidente Lula cobrou as presenças do prefeito de Porto Alegre José Fogaça e da governadora Yeda Crusius.

 

"Lamentavelmente não temos aqui hoje a presença do prefeito fogaça e da governadora. Acho que um presidente da República precisa vir ao Rio Grande do Sul e se relacionar com todas as esferas. Sei que esse é um ano político e isso começa a atrapalhar" disse.