Mais uma vez o ASA entra em campo para um jogo decisivo em desvantagem. Só que agora a história é diferente. O Alvinegro corre atrás de um alto prejuízo, que é tirar a diferença de três gols do América Mineiro. Isso, na casa do adversário, sem poder levar sequer um gol. É que o time mineiro marcou três gols fora de casa no primeiro jogo da decisão, em Arapiraca (3x1), e deu um gigantesco passo rumo ao título de campeão da Série C.Para muitos, colocou a mão na taça.
Mas, seja qual for o resultado deste sábado à tarde, no Independência, os dois times fazem história como integrantes da Série C no ano em que foi alterada sua forma de disputa.
O América já foi campeão brasileiro. Tem uma faixa da Série B. Vai para a decisão com mais cacife. E para o ASA, pelo meu ponto de vista, qualquer resultado será bem vindo, desde que venda caro o placar final. O importante é ter atingido seu objetivo maior, que era uma vaga na Série B. Foi mais além: já traz no peito a faixa de vice-campeão brasileiro da Série C.
O importante deste jogo que começa às 16h deste sábado, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, que a torcida americana promete lotar e que os alagoanos poderão acompanhar pela TV Pajuçara, é que o técnico Vica vai colocar um ASA ofensivo, em busca do placar que precisa. Então, gente, vai ser um jogão.
E, claro, que estaremos na torcida pelo campeão alagoano.

DOIS TOQUES

• Alguns torcedores do CSA vêem na possibilidade da volta de Euclides Mello à presidência do clube como mais uma manobra política de bastidores, o que tem sido fato comum na vida do clube. E apostam: o senador Fernando Collor estaria por trás da manobra. Quem viver verá.
• O empresário João Feijó escreveu o que muita gente tem vontade de se expressar, mas não tem coragem: o futebol alagoano precisa de mudanças profundas e essas mudanças indicam para a Federação Alagoana de Futebol (FAF). O que a federação faz com o Penedense já é motivo de sobras para mostrar o despreparo dos que hoje comandam a entidade.