Conversando com o jornalista Carlos Alberto, fotógrafo da velha guarda de Alagoas, passei a concordar com ele e com o também jornalista Roberto Baia no seguinte ponto de vista: ambos foram vítimas de um ato de revanchismo da parte do presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Gustavo Feijó, e seus comandados.
Nada mais justificaria a ira dos homens que colocaram a Polícia Militar contra os dois repórteres, no último domingo no Municipal de Arapiraca, durante o jogo ASA x América Mineiro. Nada para que os dois fossem tratados como marginais (as fotos já dizem tudo quanto a violência policial). Nada mesmo seria motivo para tamanha violência.
Carlos Alberto afirma que o problema foi provocado pelo fato do presidente Gustavo Feijó andar enfurecido pelas críticas que a Imprensa tem feito à entidade pelo caso Penedense, que a federação insiste em não levar em consideração.
Como é do conhecimento de todos os alagoanos, a FAF suspendeu o Penedense das atividades esportivas oficiais por dois anos, mas a Justiça mandou que o clube fosse recolocado no seu devido lugar. E o presidente Feijó não acatou a decisão da Justiça, o que é um sério agravante.
Aliás, a Justiça de Alagoas nos últimos dias vem sendo desafiada pela FAF e por alguns sindicatos e tem se mantida calada.
Esse último episódio, ao qual Feijó tentou se livrar solicitando dos jornalistas que não registrassem o fato na Polícia, é mais uma prova do que temos dito aqui por várias vezes: o futebol alagoano vive uma fase de atraso a partir da sua entidade máter, que é a FAF.
Alguma dúvida?
Se você, internauta, tem, veja o que está acontecendo agora nesse imbróglio da federação e o Cesmac.
Dá para entender agora?
DOIS TOQUES
• A experiência do veterano Toroca, uma das raposas felpudas no futebol alagoano - isso no bom sentido, na qualificação do homem que sabe como poucos sobre o futebol - foi fundamental para que o Conselho Deliberativo do CRB e os comandantes das torcidas organizadas fumassem o cachimbo da paz. Finalmente a torcida vai ter vez em algumas decisões. Espera-se que essa paz seja duradora e que reflita nos atos da diretoria executiva. Do contrário, tudo continuará como dantes do quartel de Abrantes.
• Embora lidere a Série B e virtualmente esteja com seu retorno á primeira divisão definida, o Vasco da Gama continua apresentando um futebol fraco, abaixo das suas tradições. Foi um sufoco passar pelo São Caetano. Sorte é que a concorrência vai de mal a pior.