Ainda segue dando muito o que falar o desentendimento entre os funcionários da Federação Alagoana de Futebol (FAF) e os jornalistas de Arapiraca Roberto Baía e Carlos Alberto, em meio à primeira partida da final do Campeonato Brasileiro da Série C, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, quando o time arapiraquense perdeu por 3 x 1 para o América-MG.
Devido a esta situação, o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF) Gustavo Feijó, concedeu entrevista na tarde desta segunda-feira (14), na Rádio Jornal ao Programa Cadeira Cadeira, apresentado pelo radialista Antônio Guimarães e disse que a FAF respeita todos os cronistas esportivos do Estado, mas não iria permitir que nenhum repórter vá a campo para trabalhar com calção e chinelo causando tumulto em uma partida de futebol nos estádio alagoanos.
Segundo Feijó, ele não vai admitir nenhum funcionário da FAF trocar tapas com ninguém e se fosse com ele (Gustavo), a situação teria sido totalmente diferente, pois ele teria retribuído a agressão.
O presidente da FAF, ainda desmentiu o jornalista Roberta Baía, em relação a uma matéria que foi publicada recentemente no semanário Extra.
“Eu nunca persegui ninguém, pois, quem assume qualquer cargo público tem que estar preparado para as criticas e os elogios. Agora, eu nunca vi este rapaz e não sei nem quem é. Esse rapaz não é jornalista esportivo e para vocês terem uma idéia ainda cheguei a conversar com eles, mas já que querem dessa forma, eu vou até o final, pois já tenho imagens de tudo que ocorreu lá no Estádio” explicou Gustavo Feijó.
Davi Hollanda
Durante o programa Cadeira Cativa esteve presente ainda no estúdio o delegado da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Davi Hollanda que bastante emocionado disse que de maneira alguma foi truculento com os jornalistas, pois apenas estava desempenhando a sua função de delegado da partida.
De acordo com Davi Hollanda, os jornalistas estavam sentados próximo ao local que dá acesso aos vestiários, então ele (Hollanda) foi até os mesmos e pediu para que se retirassem do campo, pois, eles não estavam adequadamente vstidos para permanecerem no local que se encontravam.
“Fiz o meu papel em pedir para eles se retirarem, pois pra mim o Roberto e o Carlos Alberto seriam pessoas estranhas a partida e informei ao quarto árbitro Charles Hebert e pedi para que o mesmo acionasse o comandante da polícia que estava no local para retirar os dois. No entanto, depois me retirei do local quando vi o tumulto com o colega da FAF, Júnior Beltrão e fui surpreendido pelo cidadão Carlos Alberto com um soco e olhe, não revidei”, relatou Davi Hollanda.
Davi Hollanda ainda falou que independente do Gustavo Feijó ele vai até as últimas conseqüências porque não é de violência e disse que no próximo jogo se não estiver organização nos estádios ele vai pedir afastamento do cargo de delegado das partidas.
Roberto Baía
O jornalista também teve espaço para se explicar, ou melhor, expor sua opinião no caso do desentendimento no estádio municipal de Arapiraca e desmentiu não só o delegado da partida como o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Gustavo Feijó, dizendo que não estava bêbado no momento do incidente durante a primeira partida da final da Série C.
Segundo Baía, se Davi Hollanda estive ido até o seu encontro e tratado com educação não teria acontecido nenhum incidente e em relação ao Júnior Beltrão, não tenho nada contra ele. O jornalista acusou os policiais militares que estavam trabalhando na partida, pelos excessos de truculência no evento.
“ Fui agredido pelos militares que me trataram como se eu fosse um bandido, isto está errado, para se ter uma idéia da agressão o companheiro Carlos Alberto está com o braço quebrado devido a truculência da PM que estava totalmente despreparada para tal situação, foi uma violência desnecessária”, afirmou Roberto Baía.
Baía também não poupou criticas a Davi Hollanda, dizendo que não sabe como a CBF autoriza um desequilibrado para assumir o cargo de delegado de partidas de futebol, sem contar que é uma pessoa que não tem educação para lhe dar com pessoas.
Durante entrevista ao Programa Cadeira Cativa que nesta terça-feira (15), a partir das 09 horas, Roberto Baía, Carlos Alberto e os representantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, vão participar de uma audiência com o Secretário de Defesa Social (SDS), Paulo Rubim, para relatar o ocorrido no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, no último domingo (13).
