A cada dia fica mais com provado que em Alagoas algumas decisões da Justiça são jogadas debaixo do tapete. Quer na política, quer no futebol.
A Justiça determinou que o Penedense fosse reincluído na primeira divisão do futebol alagoano, mas a Federação Alagoana de Futebol (FAF) até agora não cumpriu a decisão, ou simplesmente ignorou o que mandou a lei.
Essa nova etapa do episódio que envolve a FAF e o centenário clube ribeirinho se acrescenta aos muitos outros que se arrastam desde o ano passado, quando a entidade em reunião com os clubes filiados – menos o time ribeirinho, claro – decidiu pela suspensão do Penedense de competições por dois anos. Tudo por conta do que a federação chamou de desrespeito às leis desportivas, no episódio relativo ao uso do Estádio Alfredo Leahy para um jogo pelo campeonato, após a FAF o considerá-lo impraticável para o futebol.
Na verdade, foi um castigo sem dimensão para o mais antigo clube de futebol de Alagoas, que este ano completou 100 anos de fundação. Fora dos campeonatos oficiais do Estado, o alvirrubro de Penedo amarga o ostracismo e prejuízos devido a vaidade do presidente Gustavo Feijó e diante da insistência do conselheiro Silvio Menezes de vê reparada – pelo seu ponto de vista - uma injustiça.
Manda a regra do bom convívio - e isso deveria servir como parâmetro para o alto comando da FAF -, que as pessoas educadas e envolvidas em uma atividade, como o futebol, deveriam usar o diálogo para superar as pendências. Não é isso que se vê, infelizmente, em Alagoas, apesar de a Justiça ter dado seu parecer.
Obedecer a quem, então?

DOIS TOQUES


• Boa notícia para a torcida arapiraquense. A Prefeitura local anunciou que esta semana retoma os serviços de recuperação do Estádio Municipal. E essa providência é necessária, já que no próximo ano o ASA receberá grandes clubes do Brasil por sua participação na Série B. E hoje o Municipal está bem aquém das exigências para sediar uma competição de tal porte.
• José Serafim começa a sentir quanto é pesado o fardo de presidir um clube da tradição do CRB, às vésperas de completar 97 anos de fundação, o que acontece nesta quarta-feira. A alguns amigos tem confidenciado seu desejo de renunciar ao cargo. Serafim foi guindado ao cargo como uma espécie de salvador do Galo, com aval inclusive da torcida. Mas não mostra fôlego para seguir enfrentando o somatório de problemas do clube.