Além de manterem, regularmente, seus filhos na escola, os pais contemplados com o Programa Bolsa Família também devem realizar o acompanhamento nutricional de seus filhos, o que representa uma ação de saúde pública. Para averiguar como vem acontecendo esta ação em Alagoas, técnicos do Ministério da Saúde (MS) realizaram uma pesquisa na Barra de São Miguel e apresentaram o resultado durante oficina realizada nesta sexta-feira (11), no Auditório do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM/AL).

O projeto é financiado pela coordenação geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. A oficina contou com a participação dos técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A pesquisa, que faz parte do projeto de análise e fortalecimento de programas de alimentação e nutrição comunitários, apontou que o município vem cumprindo os princípios básicos do projeto, mas, mostrou que há incoerências quanto a intersetorialidade, já que o Programa Bolsa Família deve reunir as secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

“O foco do programa é garantir o acesso das crianças à educação, saúde e bem-estar social e, para que isso aconteça, os técnicos das três pastas devem trabalhar articuladamente”, disse Eduardo Augusto Nilson, gerente técnico da Coordenação Geral de Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Segundo ele, a realidade verificada em Alagoas não difere dos demais estados brasileiros. Por isso, a pesquisa não mostrou algo novo, mas comprovou que os gestores dos 102 municípios alagoanos devem trabalhar integrado com as secretarias para que o êxito do Programa Bolsa Família seja alcançado.

“Temos que focar os três eixos principais, que são o acesso à educação, à alimentação e ao bem estar social. A realidade verificada na Barra de São Miguel apenas atestou que o Ministério da Saúde já tinha conhecimento e, por isso, realizamos esta oficina para apresentar o resultado da pesquisa e elaborar um plano de ação que trabalhe as condicionalidades da saúde dentro do Programa de Saúde da Família (PSF)”, afirmou Eduardo Augusto Nilson.