O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) divulgou nota nesta sexta-feira na qual nega que tenha arrolado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como testemunha da ação do mensalão, que tramita contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na nota, Dirceu informa que Lula foi arrolado como testemunha dos ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Janene (PP-PR), também réus no processo.
Reportagem da Folha publicada na quarta-feira (9), informou que o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal do mensalão, enviou ofício ao presidente informando que ele foi arrolado como testemunha de defesa de Jefferson e Janene.
O advogado José Luís Oliveira Lima, que defende o ex-ministro, disse à Folha Online que nunca arrolou nem cogitou arrolar o presidente Lula como testemunha de Dirceu. Segundo ele, foram arroladas cerca de 40 testemunha de defesa do ex-ministro.
O advogado não soube dizer o motivo pelo qual foi divulgada a informação de que Lula iria prestar depoimento em favor de Dirceu.
A Folha Online divulgou hoje reportagem da agência de notícias Efe informando que o presidente iria testemunhar em favor de Dirceu por escrito.
Acusação
Em agosto de 2007, os ministros do STF acataram a denúncia do Ministério Público Federal e transformaram em réus os 40 suspeitos de integrarem o esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada.
Dirceu responde pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Além de Dirceu, são réus no processo os ex-ministros Luiz Gushiken (Comunicação do Governo), Anderson Adauto (Transportes) e Dirceu (Casa Civil), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além de Jefferson, autor das denúncias do mensalão.
Dos 40 denunciados, 39 continuam respondendo como réus. O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira fez um acordo e foi excluído da ação em troca do cumprimento de pena alternativa.