Caso os ataques a coletivos continuem acontecendo em Salvador, o Sindicato dos Rodoviários não descarta a possibilidade de recolher os veículos às garagens. Em nota enviada à imprensa na manhã desta quinta-feira, 10, o sindicato afirma que a medida seria uma "forma de proteger a vida e a integridade física dos trabalhadores rodoviários e passageiros, caso o clima de insegurança na cidade permaneça".


Na última quarta-feira, o sindicato enviou ofício pedindo um encontro com o secretário de segurança pública, César Nunes, para discutir as medidas para conter a onda de violência que já tem saldo de 12 coletivos queimados e nove módulos atacados com tiros ou incendiados. De acordo com o diretor de imprensa do sindicato, Ubirajara Sales, a previsão é que ainda nesta quinta seja agendada uma reunião com o secretário.


Sales garante que a categoria pretende cobrar medidas de segurança e protestar, mas sem penalizar a população com uma possível retirada dos coletivos. "Vamos acompanhar para ver se a série de atentados é interrompida depois de ter passado o jogo do Brasil. Depois disso veremos o que fazer. Só não podemos expor mais a população ao risco, como tem acontecido nos últimos dias", disse.


Sales afirmou que toda a frota circula normalmente, apesar de terem surgido boatos de que algumas empresas haviam reduzido a quantidade de veículos. Outro esclarecimento feito pelo sindicato é sobre o estado de saúde do motorista ferido após o atentado ao coletivo no bairro de Tancredo Neves, na noite de quarta-feira. Sales garante que ele passa bem e já foi visto de volta à garagem da empresa na qual trabalha.