O presidente do Conselho Deliberativo do CSA, Gino Cesar, confirmou o recebimento de um pedido de licença do cargo por parte do presidente executivo do CSA, Abel Duarte, O pedido é até o dia 15 de outubro.
O dia escolhido para o fim da licença de Abel Duarte seria supostamente o dia escolhido para a antecipação das eleições para a presidência executiva do clube. No entanto, o “tiro” dado por Abel Duarte poderá sair pela culatra.
Na avaliação de momento, dificilmente as eleições do CSA acontecerão no dia 15 de outubro. Isso porque por um direito dos sócios do CSA, pelo menos até o dia 05 de outubro, os sócios do clube tem condição de estarem adimplentes e portanto, com direito a voto. O prazo de dez dias para listar quem estará em condições de votar podendo participar do pleito é um prazo insuficiente.
“Vamos fechar o calendário para eleição na próxima segunda-feira. Mas esta data do dia 15 já está inviabilizada. No mínimo, teremos mais uma semana após esta data.”, revelou o presidente do conselho deliberativo, Gino César.
Portanto, antes mesmo do processo ser definido, Abel terá encerrado seu pedido de licença. Uma segunda opção seria o presidente ampliar seu pedido de afastamento até coincidir a nova data da eleição para a presidência do clube.
Sem presidente executivo, o clube deverá indicar – segundo reza o Estatuto do clube – os primeiros vice-presidentes sub-sequentes. Como cinco,dos onze vice-presidente não fazem mais parte da direção,dois nomes surgem como possíveis presidentes interinos: José Francisco dos Santos “Zequinha” – vice presidente de futebol amador - ou Adão dos Santos, que já acumula duas vice-presidências: patrimônio e financeira.
Em seu pedido de licença, Abel Duarte alegou questões pessoais e disse que seria necessário viajar para ministrar alguns cursos. O pedido de licença surpreendeu o presidente do conselho deliberativo azulino.
“Ele quebrou um acordo existente. Havíamos deliberado que nenhum membro da diretoria iria se afastar ou renunciar durante o andamento do processo. Apesar de todos terem concordado com a redução de seus mandatos, esperava que o Abel ficasse até o último dia como presidente do clube”, disse Gino.
O presidente do conselho deliberativo do CSA ainda revelou que na reunião informal lhe surpreendeu tantas perguntas de repórteres sobre uma possível “carta renuncia” do presidente. “Onde há fumaça, há fogo” resumiu.
Na manhã de ontem, antes de oficialmente entregar o pedido de licença, Abel ainda consultou Gino sobre sua decisão. “Disse a ele que não poderia interferir, pois se tratava de uma decisão de foro intimo” revelou César.
Por fim, Gino César revela a sua avaliação pessoal do momento do CSA e da decisão do presidente Abel. “Respeito a forma de agir do Abel. Em alguns momentos, acho que lhe faltou pulso para tomar alguns decisões. Em outras situações, as criticas são totalmente infundadas. Ele não suportou a pressão e as criticas” afirmou.
