No próximo dia 30, acontece, na Câmara de Vereadores da Barra de Santo Antônio, uma audiência pública onde o prefeito Reginaldo Andrade deverá apresentar à população um cronograma de quando e como serão construídas as casas para as famílias que ficaram desabrigadas após as chuvas do dia 13 de maio, que castigaram o município.

De acordo com o promotor Magno Alexandre, se após a audiência a Prefeitura não se posicionar, medidas judiciais serão tomadas. Ele explicou que 20 famílias estão morando em uma escola no município desde que ficaram desabrigadas. Segundo Magno Alexandre, no dia 30, participarão da audiência, além do prefeito, vereadores e o comandante do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil estadual, Coronel Jadir Ferreira.

“Se não houver boa vontade política, vamos partir para esfera judicial. Tivemos uma audiência em julho e demos um prazo de 60 dias para que o prefeito captasse recursos. Tivemos a alegação de que os terrenos na Barra são muito caros, então nós sugerimos que haja uma desapropriação. A idéia inicial é de mandar essas pessoas para algo como um ‘barracão’ e nós lutamos para uma moradia digna para essas pessoas. Muitos moradores, cansados de esperar, já voltaram para suas casas, que correm o risco de desabar”, colocou o promotor.

Magno disse ainda que recebeu denúncias de que a Prefeitura não estava repassando cestas básicas às famílias desabrigadas, conforme havia sido acordado. “Vamos enviar um ofício ao prefeito para saber como está essa situação”, frisou.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o prefeito Reginaldo Andrade informou que a distribuição está sendo feita normalmente para todas as famílias cadastradas pela Prefeitura. Andrade disse que tem a assinatura dos que receberam os alimentos, o que comprova a entrega.

Sobre a construção das moradias para os desabrigados, o prefeito informou que está aguardando a verba destinada pelo estado chegar para começar a construção do galpão para onde as famílias serão transferidas. Andrade disse ainda que alguns moradores estão em casas pagas pela Prefeitura.