Em entrevista exclusiva ao Cadaminuto, o deputado Ricardo Nezinho (PT do B), comentou sobre a “guerra” travada entre a Assembleia Legislativa de Alagoas e o Tribunal de Justiça. Na última semana, o desembargador Orlando Manso fez um novo pedido de afastamento do deputado Cícero Ferro (PTB), em reposta a ALE aprovou Decreto que impede o Poder Judiciário estadual de afastar parlamentares.

“O momento é preocupante. É preciso encontrar um consenso para sair dessa crise. Não é bom para Alagoas e nem para os poderes”, falou Nezinho. Segundo ele, todas as regras estabelecidas pela ALE em não afastar o deputado Cícero Ferro são baseadas na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tudo que o presidente Fernando Toledo faz é com diálogo com os deputados e com os procuradores da casa. Todas as medidas foram tomadas. Estamos cumprindo com o que a constituição manda, baseado na decisão do ministro Gilmar Mendes, que informou que a justiça não pode afastar parlamentar”, completou.

O deputado foi mais além. Para ele, o julgamento de um político tem que ser feito pelo povo. “Ao meu ver o grande julgador é a população e no próximo ano é eleição. È o povo quem elege e só ele pode tirar”, afirma Nezinho, finalizando a entrevista.

Entenda

Em menos de 15 dias, o desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Orlando Manso, pediu por duas vezes o afastamento do deputado Cícero Ferro do mandato parlamentar. A primeira foi baseada nas declarações feitas por ele contra o poder judiciário. Já a segunda, foi referente à Crime de Porte de Arma.

Nas duas vezes, a Mesa Diretora não acatou o pedido e Ferro continua no mandato. Na semana passada, durante o segundo pedido de afastamento, os parlamentares aprovaram um Decreto que impede o Poder Judiciário estadual de afastar deputados da Assembléia Legislativa.
Com os descumprimentos, Orlando Manso poderá enviar um novo pedido. Dessa vez com a prisão do presidente Fernando Toledo. Até uma intervenção federal não está descartada.