Com a convocação, ontem, do meia Clayton Xavier para defender a Seleção Brasileira em mais uma partida das Eliminatórias para Copa de 2010, subiu para seis o número de alagoanos a vestir a camisa mais cobiçada entre os jogadores de futebol brasileiros.
Além de Xavier, que atua no Palmeiras e começou a carreira no CSA, Dida, Zagallo, Adriano, Lula e Ipojucan também já foram convocados para a Seleção. Zagallo e Dida foram os que mais obtiveram êxito ao defender a Seleção. Lula, que também começou a carreira no Azulão assim como Adriano e Dida, foi convocado em 1966 como terceiro goleiro.
Para o jornalista esportivo Lauthenay Perdigão, dificilmente Clayton terá uma vaga definitiva na Seleção. “O grupo já está muito fechado, é difícil que entre mais alguém, pelo menos para a Copa. Isso pode acontecer apenas se alguém se machucar”, opinou o jornalista sobre o atleta, chamado juntamente com Diego Tardeli, Diego Souza e André Dias, respectivamente para as vagas de Kaká, Luiz Fabiano, Lúcio, suspensos por terem levado o segundo cartão amarelo, e Robinho, machucado.
“Vai ser muito importante para o Clayton viver esse ambiente da seleção, que é uma experiência única. Todos querem estar lá e apenas o fato de ser convocado já representa muito. Será muito importante para a carreira dele, sem dúvida”, disse Lauthenay.
Ipojucan
Ipojucan Lins de Araújo nasceu em Maceió no dia 03 de junho de 1926 e faleceu em São Paulo, 19 de junho de 1978. Apesar de sua grande estatura (media 1,90 m), era considerado um atacante bastante habilidoso e criativo. Na infância jogava no Canto do Rio, um clube de Niterói-RJ. Com 11 anos foi treinar no Clube de Regatas Vasco da Gama, onde ficou durante 20 anos. Marcou 225 gols em 413 partidas pela equipe principal do Vasco tornando-se o quinto maior artilheiro da equipe Vascaína. Em 1954 transferiu-se para a Portuguesa de Desportos-SP. Foi convocado para jogar pela Seleção Brasileira por 8 vezes.
Adriano Gabiru
Carlos Adriano de Souza Vieira, nasceu em Maceió, 11 de agosto de 1977, conhecido como Adriano Gabiru, foi o autor do gol que deu o título mundial ao Sport Club Internacional, em 2006.
Durante a temporada de 2006, Adriano foi muito contestado pela torcida do Internacional, que chegou a vaiá-lo em várias oportunidades, pedindo ao treinador Abel Braga que o tirasse de campo ou mesmo que o desligasse do grupo.
No dia 17 de Dezembro de 2006, Adriano tornou-se notícia internacional, na final do Campeonato Mundial de Clubes, disputado no Japão. Começando na reserva do Internacional, campeão da Taça Libertadores da América, no jogo contra o campeão europeu Barcelona, Adriano entrou em campo aos 31 minutos do segundo tempo, com a responsabilidade de substituir o capitão do Internacional, Fernandão, que saiu lesionado. Apenas 5 minutos após, Adriano recebeu um passe do atacante Iarley, entrou na área e desviou do goleiro Valdés, marcando o único gol da partida que deu o título mundial ao Internacional e entrando para a história do clube.
Em 2007, após novas críticas, Gabiru foi emprestado ao Figueirense para a disputa do Campeonato Brasileiro. No mesmo ano foi transferido para o Sport, onde também não foi recebido com qualquer prestigio. Em 2008 foi contratado pelo Goiás junto com Iarley e Romerito. Não permaneceu no clube goiano e, em 2009, foi para o Guarani.
Zagallo
Mário Jorge Lobo Zagallo foi o primeiro a ganhar a Copa do Mundo como jogador (Copa de 58 e Copa de 62) e como técnico (Copa de 70). Vale lembrar que Zagallo fez parte da comissão técnica da Seleção que ganhou a Copa de 94, sendo auxiliador-técnico de Carlos Alberto Parreira . Voltou a assumir esse cargo na Copa do Mundo de 2002, na Alemanha- todas com a Seleção Brasileira. Ele também treinou seu país para um segundo lugar na Copa de 98 e um quarto lugar na Copa do Mundo de 1974.
Zagallo levou a Seleção dos Emirados Árabes para sua primeira Copa do Mundo em 90, mas foi demitido do posto antes do torneio.
Uma das principais características de Zagallo é a superstição, apresentando predileção pelo número "13".
Dida
Edvaldo Alves Santa Rosa, o Dida, foi o maior artilheiro do Flamengo até a era Zico, marcando 244 gols em 350 jogos entre 1953 e 1966. Curiosamente era o maior ídolo de Zico, de quem acabaria herdando a camisa 10. Dida foi descoberto em Maceió, quando a delegação de vôlei do Flamengo assistia a um jogo entre as seleções de futebol de Alagoas e da Paraíba. Os cariocas ficaram impressionados com um jogador da equipe alagoana que marcou três gols na partida e, depois de um tempo, um representante do time da Gávea foi até o Nordeste trazer o jovem talento para o Rio.
Dida jogou a primeira vez no profissional do time rubro-negro graças às contusões de Evaristo e Benitez num jogo contra o Vasco. O Flamengo venceu por 2X1, mas Dida acabou retornando para o time de aspirantes. Só em 55 ele viria a se firmar definitivamente como titular, substituindo Evaristo mais uma vez. Na final do campeonato daquele ano, o Flamengo venceu por 4x1, conquistando o bi-campeonato. O jovem alagoano marcou três gols da partida.
Na seleção Dida era o camisa 10, titular absoluto até a Copa de 58. Uma contusão (que hoje teria uma recuperação bem rápida) o deixou no banco de reservas e abriu vaga para o jovem Pelé.
Jogou ao lado de Pelé, Garrincha,Gerson, Evaristo de Macedo, Benitez, Zizinho e outros grandes craques do futebol brasileiro e mundial.
Lula
O goleiro Lula começou a carreira no extinto clube do Ouricuri, de onde foi para o CSA. Ao deixar Alagoas, o atleta passou pelo Náutico (PE) e Corinthians (SP), chegando ao auge na década de 60 quando foi convocado para a Seleção Brasileira.




