A cidade de Arapiraca não para de crescer, são novos supermercados, shopping em construção, perspectivas de novas empresas e um cenário que indica um grande desenvolvimento para a região, mas mesmo diante deste quadro um grande problema desafia a sua população, a Rodoviária.

O atual terminal rodoviário é considerado por todos como insuficiente para atender uma cidade que já ultrapassou os 250 mil habitantes e que deve crescer ainda mais nos próximos anos.
Sabendo disto em julho de 2006 o então governador Luiz Abílio anunciou a triplicação da atual rodoviária de Arapiraca em uma obra que custaria R$ 2,4 milhões.

Mas isto não aconteceu, Luiz Abílio encerrou suas atividades como governador e a rodoviária não foi entregue a população.

Dois anos depois, em julho de 2008 o governador Teotônio Vilela retomou as obras em uma cerimônia que contou com a presença do então diretor do DER, Ronaldo Lopes, hoje não mais no cargo e do secretário de infra-estrutura Marcos Fireman.

Foram investidos R$ 500 mil para se iniciar a reforma e a obra toda foi orçada em mais R$ 2,3 milhões além de ter se dado um prazo de 365 dias para que a obra fosse concluída.

Um ano depois deste dia o Cadaminuto visitou as obras da rodoviária e constatou um quadro desolador, as obras estão praticamente paradas, apenas três trabalhadores estão no “canteiro” de obras e pelo visto não existe um prazo para a entrega do novo Terminal Rodoviário.

No local só restam apenas três cadeiras para o passageiro esperar o seu ônibus, o forro do teto já caiu quase todo, segundo um funcionário de uma empresa de ônibus que funciona no local a ultima vez que o forro caiu quase atingiu os passageiros que aguardavam o ônibus para viajar.

O desconforto é geral e os pequenos comerciante amargam prejuízos dentro do estabelecimento.
“O movimento diminuiu bastante com esta estrutura em que estamos hoje, não temos a menor condição de trabalhar aqui, os banheiros cheiram mal e as paredes estão deterioradas” disse um comerciante.

Outro fator complicador para as empresas é o acesso a rodoviária que devido às obras ficou por uma Rua lateral sem asfalto prejudicando as empresas.

O governo do Estado por meio da secretaria de Infra-Estrutura reconhece o atraso, mas afirma que as obras serão entregues em um prazo curto.