A Copa dos Campeões, sobre a qual sempre apostei que não aconteceria, é a nova Viúva Porcina do futebol alagoano: a aquela foi sem nunca ter sido.
Todos os caminhos que foram abertos pelos organizadores do evento desembocavam num beco sem saída, em mais uma prova evidente de que as coisas continuam sendo conduzidas de forma amadora no futebol de Alagoas. E o resultado não poderia ter sido outro.
Incrível nisso tudo é que, no momento em que a FAF entrou na jogada, tornando oficial a competição, dois clubes parecem ter se rebelado contra o que ficou fechado na reunião da terça-feira: o Corinthians, por motivos óbvios - os irmãos Feijó não se entendem nem em nome da família -, e o CRB surpreendeu após aprovar tudo e depois “desaprovar”.
A decisão da FAF de pular fora é a mais coerente. Jogar, contudo, a competição para quem quiser assumir o ônus é o que não está correto para a entidade que comanda os destinos do futebol alagoano.
Acredito que o cancelamento foi o caminho mais correto, já que ninguém se entusiasmou, principalmente as torcidas, que seriam o alvo maior dos clubes para não sofrerem prejuízos financeiros, que seriam inevitáveis diante da ausência total de atrativos.
Sem investimentos em atrações não se ganha dinheiro, seja qual for a atividades. Principalmente no futebol.
Que fique a lição.
DOIS TOQUES
• A rodada deste final de semana do Brasileiro da Série A está quente. Na parte de baixa da tabela de classificação. Dois clássicos colocam em campos os desesperados. Neste sábado, Sport do Recife e Botafogo, na Ilha do Retiro, e no domingo, Fluminense e Náutico, no Maracanã. Os quatro estão acomodados no que para muitos é a Faixa de Gaza. Ou seja: a zona de rebaixamento.
• Após escalar “feras” na fase semifinal da Série C, a CBF surpreende com um desconhecido para dirigir ASA x América Mineiro, no próximo domingo, no Municipal de Arapiraca, primeiro jogo que decide o título da terceira divisão do futebol brasileiro. O árbitro será o potiguar João Alberto Gomes Duarte e seus auxiliares serão Lourival Cândido das Flores e Isaac Márcio da Silva Oliveira, os dois também do Rio Grande do Norte.