Na tarde de ontem mais uma vez os deputados foram surpreendidos com a presença do mesmo oficial de justiça que no último dia 19 havia levado o documento expedido pelo desembargador Orlando Manso que pedia o afastamento do deputado Cícero Ferro pelo seu envolvimento no assassinato do vereador por Delmiro Gouveia, Fernando Aldo.
Mais uma vez a visita do oficial foi para enviar outro documento pedindo o afastamento do deputado Cícero Ferro desta vez por um processo de porte de armas, já que a ação penal por homicídio foi trancada pela Assembléia Legislativa.
A nova decisão acarretou em mais uma rodada de reuniões entre os deputados, que desta vez escolheram um local longe dos holofotes da imprensa. O que ficou claro neste encontro é que os deputados do grupo (excluídos Rui Palmeira, Judson Cabral e Paulão) estão divididos.
O presidente Fernando Toledo, o vice Sergio Toledo e alguns outros deputados acreditam que o importante é afastar temporariamente Cícero Ferro e tentar recorrer no STJ sobre a decisão do TJ.
Mas a maioria dos parlamentares acredita que a nova posição de Orlando Manso é pessoal e representa uma declaração de guerra entre s poderes, sendo que a posição do presidente deveria ser de enfrentamento.
A única coisa que ficou decidida é que o deputado Fernando Toledo dificilmente aparecerá na sessão de hoje, e que outras ações penais serão trancadas enquanto se discute uma “saída” para o deputado Cícero Ferro, que segundo um parlamentar ouvido pelo Cadaminuto está indócil e visivelmente irritado com toda esta situação.
Ainda de acordo com este parlamentar o que irritou Cícero Ferro e até alguns colegas foram os termos usados na decisão e nas entrevistas de Orlando Manso que disse que Ferro estava agindo como um semi-deus e que era preciso tirar dele o manto da impunidade.
