A decisão da Mesa Diretora da Assembleia legislativa de Alagoas em representar o deputado Cícero Ferro (PMN) na Comissão de Ética da Casa, levantou a discussão sobre outro tema: o código de ética da ALE. O assunto foi diversas vezes questionado pelos deputados de oposição, que reclamam da falta de informação entre a Mesa Diretora e eles.

Para solucionar o quadro e botar ainda mais “fogo” na discussão em torno de uma possível punição a Ferro pelos fortes ataques ao judiciário alagoano, o deputado Judson Cabral (PT) protocolou o projeto de lei que cria o código de ética e Decoro Parlamentar. A Assembleia de Alagoas até então é a única casa legislativa do país que não possui o código.

O projeto segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, cujo o presidente é o deputado Ricardo Nezinho (PT do B), para análise. Após o parecer da CCJR, a votação é colocada em plenário. A Comissão ainda é composta pela deputada Cathia Lisboa Freitas, pelo deputado Rui Palmeira, Mauricio Tavares e Temóteo Correa.

“Precisamos debater o decoro parlamentar e as punições que alguns poderão sofrer, caso cometam infrações”, falou o petista, que em entrevista na semana passada ao Cadaminuto, afirmou que o afastamento de Ferro não seria concretizado, mesmo passando pela comissão de ética, no plenário.