Às vésperas de comemorar o seu centenário, o Teatro Deodoro corre o risco de estar fechado, em reforma. As obras deveriam estar a todo vapor, mas, órgãos competentes ainda batem cabeça e não sabem se o tempo, que ainda existe, vai ser suficiente para completar todas as reformas que precisam ser feitas.

A tarefa não é fácil. Desde a sua interdição, por problemas estruturais no telhado e no sistema anti-incêndio – detectadas, após uma vistoria dos bombeiros -, o Teatro segue à margem de qualquer iniciativa e ato que represente a sua importância. As informações são de que o processo de reforma já teria sido rejeitado mais de 10 vezes pelo Governo, seja por falta de esclarecimentos ou dados complementares.

Isto quer dizer que, o prazo inicial de três meses dado para a conclusão da reforma se esgotou à longa data. “Este foi o prazo que o órgão fiscalizador do Governo ficou com o projeto, sem sequer sair do papel”, declarou uma pessoa muito próxima ao processo, que preferiu não se identificar.

Em entrevista ao portal Cada Minuto, a testemunha foi mais além e relatou que a empresa vencedora da licitação colocou o preço abaixo de mercado, esperou a obra completar um ano e pediu reajuste de valores – procedimento totalmente amparado por lei.

Todos estes percalços, juntos à falta de vontade política, dão contornos ainda mais dramáticos a esta novela. No dia 15 de novembro de 2010, o Teatro Deodoro completa 100 anos e até o momento artistas, espectadores e a sociedade em geral se pergunta: o que, de fato, há para se comemorar?

Movimento em prol do Deodoro – Um grupo bem engajado se reúne, constantemente, para discutir estratégias e melhorias para o Teatro. Atualmente, o debate gira em torno da acessibilidade ao local, desvio de linhas de ônibus e medidas contra violência na região. Além das discussões, o grupo planeja um dia de atividades artísticas no próximo dia 15 – um dia antes da Emancipação Política de Alagoas.

No protesto, o grupo quer chamar a atenção para o Teatro fechado, culminando com um abraço coletivo ao redor do Deodoro e a entrega de um documento ao governador, Teotonio Vilela Filho, exigindo uma data para reabertura.