Onze pessoas foram presas nesta sexta-feira pela Polícia Civil do Maranhão em razão da destruição da delegacia de Cururupu (447 km de São Luís). Elas foram as únicas identificadas em meio ao tumulto ocorrido na quinta-feira (27), quando moradores da cidade atacaram a delegacia para tentar agredir um homem suspeito de matar um lavrador local.

Em menos de um ano, outros cinco municípios tiveram incidentes de depredação de órgãos públicos, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

O órgão diz que 800 pessoas participaram da manifestação de quinta. Os moradores jogaram pedras nos policiais, saquearam o local e destruíram um carro da Polícia Civil e outro da Polícia Militar, além da moto particular de um agente. Também foram levadas armas da delegacia.

Os policiais reagiram com bombas de efeito moral e tiros para o alto. Um funcionário da delegacia foi baleado, mas está fora de perigo.

Na confusão, 25 presos da delegacia fugiram. Até esta sexta, a polícia só havia recapturado cinco deles.

O preso que originou o tumulto foi levado de helicóptero para São Luís. O governo do Estado deslocou policiais de uma cidade vizinha para ajudar a manter a ordem em Cururupu.

A destruição na cidade integra uma série de casos de vandalismo no interior do Maranhão, quase sempre por revolta da população contra presos.

Em 2008, foi destruída a delegacia de Buriticupu e o hospital e carros de polícia de Zé Doca. Também no ano passado, em Benedito Leite, por estarem com títulos cancelados, eleitores atearam fogos nas urnas e destruíram o fórum e a delegacia no dia das eleições municipais. A votação teve que ser cancelada e refeita.

Neste ano, já houve destruição nas cidades de Santa Luzia do Tide (fórum e Câmara Municipal) e Serrano (delegacia).

A Secretaria da Segurança Pública do Maranhão diz que é preciso mais efetivo e melhorias na estrutura das polícias do Estado. Para minimizar o problema, diz estar investindo na construção de delegacias, na compra de viaturas e na convocação dos excedentes aprovados nos últimos concursos públicos para as polícias.