Já passou da hora da CBF dar mais valor as Série C e D do Campeonato Brasileiro. Está mais que provado que quem faz a divisão é a torcida, que está com o seu clube onde ele estiver.
Exemplos daqui de perto mostram isso. A torcida do CSA, em que pese o fracasso do time, deu resposta positiva em campo, assim com a do Santa Cruz. Os dois estão fora da Série D não por culpa dos seus adeptos, pois se deles dependessem, estariam na briga nesta reta final. A torcida do Sergipe tem lotado o Batistão e, no Norte, não tem sido diferente. A torcida do Paysandy que o diga.
Outro exemplo nosso é o torcedor do ASA, que tem correspondido nos últimos jogos, embora seja merecedor de um estádio melhor, com acomodações dignas de um clube da Série B. Mas este é um capítulo a parte. A torcida do CRB, apesar do fracasso do time na Série C, também deu resposta positiva nos jogos finais e decisivos do Galo. Um outro exemplo de casa.
A força das torcidas em todos os pontos do País deveria chamar a atenção da CBF e levá-la a melhorar a fórmula de disputa dessas competições, tornando-as mais atraentes, assim como são as Séries A e B.
A Série B, por sinal, onde Alagoas estará em 2010, continua sendo pródiga em grandes públicos e no último sábado foi dada mais uma demonstração de que ao torcedor não importa em qual série seu clube está. Os torcedores do Vasco lotaram o Maracanã no jogo em que o time goleou o Ipatinga por 4x0 e proporcionaram o maior público do ano no futebol brasileiro: 79.635 pessoas.
Os vascaínos, por sinal, superaram a marca do Flamengo este ano, que era de 68.217 torcedores, também no Maracanã, na volta de Adriano. E agora o Vasco pode ficar bancando seus jogos no maracá, tal sucesso da iniciativa, já que bateu também o maior público da própria Série B, que era do Atlético Mineiro, no seu último jogo da Série B, contra o América-RN, quando 74.694 torcedores foram no Mineirão.
Na Série C, o maior público foi registrado na última rodada, com o empate entre Caxias e Guará, que teve 24.816 torcedores. E, na Série D, a torcida do Santa Cruz colocou no Arruda, 45.007 torcedores.
Se o problema é a resposta do torcedor – e dinheiro -, a CBF não tem para onde correr. É prestigiar as Séries C e D e deixa a festa por conta das torcidas. Ou então deixar sua organização com a FBA – Futebol Brasil Associados, que deu vida e cor Á Série B.
O grito da galera merece respeito.
DOIS TOQUES
• Aloísio deu um grande susto nos seus conterrâneos e na torcida do Vasco. Aos dois minutos do segundo tempo do jogo do seu time contra o Brasiliense, nesta terça-feira, na Boca do Jacaré, ele chocou-se de cabeça com o jogador adversário Aílson e chegou a ficar desacordado. Teve um princípio de convulsão no gramado, mas deixou-o já consciente, sendo encaminhado para um hospital. Está refeito do susto e pronto para voltar ao time.
• Enquanto não explica a inexplicável parceria com um investidor que ninguém conhece, o CRB paga caro pelos seus erros. Sem competições oficiais pela frente até janeiro do próximo ano, sai à caça de amistosos no interior, como o que fará nesta quinta-feira, em Lagoa da Canoa. Bem diferente de hoje, no ano passado, nesta época, o Galo era Série B e estava em plena atividade.