Durante a leitura dos pareceres das comissões permanentes da Assembleia Legislativa de Alagoas, um requerimento chamou atenção de alguns deputados. Trata-se do pedido do Partido Trabalhista do Brasil (PTdo B) de suspensão do processo de ação penal contra o deputado Marcos Barbosa (PPS), acusado de ser o assassino intelectual de Baré Colá, até então seu assessor parlamentar.

O pedido foi analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que apresentou seu parecer, lido em plenário. Após o pedido de entendimento de liderança feito pelo deputado Ricardo Nezinho (PT do B) que durou cerca de 40 minutos, os parlamentares retornaram ao plenário e aprovaram por unanimidade em primeira e segunda votação, a sustação da ação.

Após o retorno dos parlamentares ao plenário, a votação para decidir sobre a suspensão ou não do processo será colocada em pratica. Até o momento, apenas o deputado Rui Palmeira (PR), em entrevista a imprensa, divulgou seu voto. “Meu voto é contra. Deputado tem que ser julgado como qualquer cidadão comum. Esse sistema está ultrapassado”, disse.

“Estão querendo responder o judiciário. Fiquei sabendo desse parecer, como tudo nessa casa, só em plenário”, criticou Palmeira.

O crime

Na próxima segunda-feira, 31, Marcos Barbosa irá depor na sede do Tribunal de Justiça, pelo desembargador Mário Casado Ramalho.

O líder comunitário e cabo eleitoral Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola, foi assassinado a tiros em 14 de janeiro de 2006, quando assistia a um jogo de futebol no campo do Bolinha, no Dique-Estrada. De acordo com as investigações, Baré-Cola foi morto porque teria descumprido um acordo político com o deputado.

No inquérito, apurado pelo até então delegado do 3º Distrito Policial, Arnaldo Soares, foram indiciados os policiais civis Everaldo Verçosa e Gilvan Santos como autores materiais, como co-autor o também policial civil e irmão do parlamentar, Ivanildo Barbosa. E o deputado por autoria intelectual.