Quem era contra a efetivação de Andrade já avisava: o Flamengo tinha tudo para queimar um ídolo do clube. Por enquanto, o treinador é até absolvido, porque tem inúmeros desfalques a cada rodada. Porém, sua vida já se tornou um pequeno drama, o de não conseguir ir além com o material humano que pode escalar. A ponto de evitar lugares públicos.

- Nem durmo direito pensando em alternativas, mas não vejo muitas. Estou mesmo de mãos atadas. Tenho até vergonha de ir na rua, isso tem me feito mal, me incomodado muito. Às vezes, a torcida não imagina a dificuldade. Gostaria de ajudar mais. Queria ver o Flamengo em melhor situação. Sei que os jogadores estão fazendo o melhor possível. O momento é perigoso, pois estacionamos nos 27 pontos - alertou.

Na análise de Andrade a respeito da derrota para o Avaí, neste domingo, a terceira seguida, o resultado não condiz com o que foram os 90 minutos.

- Tomar gol cedo muda tudo. E acabamos errando muitos passes, além de termos sido pouco objetivos. Ficou claro que faltava o entrosamento ideal para enfrentar um adversário como esse. Se puxar na memória, contra Santos e Atlético Mineiro tínhamos um time base. Mas não podemos contestar a atuação do Avaí, que foi ótima - lembrou.

Capergiani

Mesmo desfalcado, a terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro já faz com que o recém-efetivado Andrade balance no comando do Flamengo. O nome favorito da diretoria é Paulo César Carpegiani, que está sem clube e já recusou o convite uma vez na temporada, quando estava no Vitória.

Uma reunião nesta segunda-feira pode até selar o acordo. A ideia da diretoria é que Andrade retorne a sua antiga função e trabalhe como auxiliar, caso Carpegiani aceite a oferta. Ele já comandou o clube em duas oportunidades, inclusive a que o Fla foi campeão do mundo, em 1981.

À época da queda de Cuca, Vágner Mancini, que pediu alto, Sérgio Guedes, muito inexperiente, Parreira, desgastado com o trabalho feito no Fluminense, Jorginho, auxiliar de Dunga, e até Zinho foram sondado