Diante das diversas críticas sobre o fato de o PT ter decidido arquivar as representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética da Casa, o líder do partido, Aloísio Mercadante (SP) fez um discurso no qual deixou claro que a sua posição individual não era pelo arquivamento de todas as ações e se justificou dizendo que por ser um partido da base do governo, o PT tem que seguir a posição do governo.

"Eu como líder de um bloco de apoio ao governo, obviamente tenho que considerar a posição do governo, que não foi a nossa. Temos que reconhecer a posição partidária, a minha posição é a mesma, falo sobre a maioria da bancada, acho que deveríamos ter encaminhado a questão de outra forma", disse.

A postura do PT gerou uma série de críticas da oposição. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou que o partido deveria ter assumido de início sua postura de apoio a Sarney. "Vimos aqui uma dramática confissão de falta coerência. Uma nota contra que conclui votando a favor: esse é o PT que se apresenta aqui hoje e que deveria assumir sua posição, como fizeram os do PMDB", disse.