Uma comissão especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) vem a Pernambuco e à Paraíba para agilizar investigação sobre assassinato do advogado Manoel Mattos. A equipe, liderada pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), desembarca em João Pessoa nesta quinta-feira (20).
 
Além de cobrar a agilidade na punição dos culpados, o objetivo da visita é trabalhar pela federalização do caso. A agenda da comissão inclui reuniões com representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos estados da Paraíba e de Pernambuco, além de autoridades federais e audiência com sociedade civil.
 
A Comissão Especial do CDDPH cumprirá roteiro de reuniões em João Pessoa, e nos municípios de Itambé e Pedras de Fogo.  O caso Manoel Mattos foi o principal tema da reunião do CDDPH na quinta-feira passada (13). Os pais do advogado, Nair e Moacyr Bezerra de Mattos, vieram a Brasília (DF) especialmente para dar seu depoimento ao Conselho.

CRIME
Manoel Mattos foi executado a tiros na noite de 24 de janeiro deste ano, na praia Azul, no município de Pitimbú, no litoral sul da Paraíba, divisa com Pernambuco. Advogado, Mattos era integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos de Pernambuco (MNDH) e vice-presidente do Partidos dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco.

O advogado foi testemunha na CPI que investigou a existência de grupos de extermínio no Nordeste de 2003 a 2005, e recebia ameaças há quatro anos. Ele chegou a receber escolta da Polícia Federal (PF). De acordo com a PF, a proteção deixou de ser feita porque Manoel Mattos desobedecia às ordens de segurança.