O xeque Abdel-Latif Moussa, líder espiritual do grupo radical pró-Al Qaeda Ansar Jund Allah (Guerreiros de Deus), morreu hoje em confrontos entre seus seguidores e as forças do Hamas na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Além de Moussa, outras 19 pessoas morreram e cerca de 120 ficaram feridas nos choques armados, que começaram na tarde de ontem e se estenderam ao longo da noite, segundo informou o chefe dos serviços de emergência na Faixa, Muawiya Hassanein.
A violência começou depois que Moussa, mais conhecido como Abu Nour Al-Maqdisi, proclamou, durante as orações de sexta-feira (dia sagrado muçulmano), um emirado islâmico na Faixa e criticou duramente o Hamas por não impor a sharia (lei islâmica) na região.
Os Guerreiros de Deus formam um braço armado do grupo radical sunita Jihadi Salafi, cujo apoio em Gaza cresceu desde que o Hamas assumiu o poder, em junho de 2007.
As forças do Hamas cercaram a mesquita onde o xeque Moussa fez o sermão e iniciaram um tiroteio com os homens armados do grupo, que durou até esta manhã.
O Hamas impôs ontem à noite toque de recolher e fechou os acessos à cidade, para evitar que chegassem reforços do grupo islâmico radical.
No momento, os enfrentamentos estão praticamente acabados e está previsto que, com a morte de Moussa, terminem totalmente.