Durante a sessão desta quarta-feira da Assembléia Legislativa de Alagoas, os deputados de oposição Judson Cabral (PT), Paulão (PT) e Rui Palmeira (PR) iriticaram a Mesa Diretora pelos problemas de estrutura física do prédio da ALE e pela falta de informação quanto às decisões tomadas na casa.

A fala do deputado Rui Palmeira foi a que mais chamou atenção. Ele voltou a reclamar da demora no recebimento de informações sobre o contrato com a Caixa e despesas em geral. “Temos dificuldade em obter informações. Fiz pedido de várias coisas, entre elas o contrato com a Caixa Econômica Federal, débito com o INSS e outras coisas. Mas, o requerimento foi perdido, ninguém sabe onde foi parar".

Em seu discurso, Judson Cabral lamentou a ausência dos deputados que compõe a Mesa Diretora, pois hoje só estava o vice-presidente Alberto Sextafeira (PSB). O parlamentar pediu explicações sobre o remanejamento de R$19 milhões para manutenção na Assembleia, publicado no Diário Oficial do Estado de ontem, 11.

Paulão também criticou o não envio de informações aos parlamentares. “O contrato com a Ceal (Companhia Energética de Alagoas) ninguém sabe como é que anda. O pagamento da última parcela da auditoria ninguém sabe se foi paga”, indagou o petista.

Ele ainda comentou sobre os recentes problemas na estrutura física do prédio da AE. “Uma obra de engenharia, que foi formada recentemente, não pode ter várias goteiras. A construtora tem que ser penalizada. Foi uma obra caríssima. Goteira em tudo que é canto”, disse.

Auditoria

Os deputados também falaram sobre a demora no envio do relatório final da auditoria realizada na folha de pagamento dos servidores. Rui Palmeira foi o primeiro a comentar o assunto. “Deveria durar noventa dias, mas já se passaram quase um ano. Queremos saber do resultado dessa malfadada auditoria”, contou.

“Numa reunião com os deputados, quando ainda estavam os suplentes, o presidente Fernando Toledo disse que o relatório não tinha sido entregue porque faltava o pagamento de uma parcela e que quitaria a pendência, quando recebesse os R$2 milhões, que a Caixa Econômica enviaria”, completou.

Para finalizar o seu discurso, Palmeira pediu aos colegas de oposição que juntos com ele procurassem o Ministério Público para entrar com uma ação contra a Mesa Diretora.

“Qual o resultado da auditoria? Quantos fantasmas tem nessa casa? Não é só o Pulf do “fantasminha” que quer saber.  Esta casa têm aproximadamente 300 pessoas que realmente trabalham. Tem segmento que recebe sem trabalhar. O Tribunal de Contas também é assim. O que tem de gente que só via no final do mês para receber naquele palácio de vidro. O problema não é a falta de pagamento. Não querem apresentar o resultado, pois se fizer, será outro escândalo”, explodiu Paulão, no pedido de a parte.

De acordo com Judson, os fatos comprovam o distanciamento e descaso da Mesa Diretora com os demais parlamentares. O deputado recordou que o recadastramento dos servidores também não foi apresentado. “A gestão dessa mesa não pode ter conhecimento de participação e nem de transparência. A auditoria se auxilia com o recadastramento, mas cadê", perguntou.