O ASA desperdiçou a grande oportunidade de sair em vantagem no primeiro jogo do mata-mata com o Rio Branco. Aquela preocupação que tínhamos antes do jogo, sobre a ansiedade vivida pelo elenco, terminou se concretizando, pelo menos no primeiro tempo, quando o time esteve abaixo da sua capacidade.
O 1x1 não foi um bom resultado para quem jogou em casa e agora vai ter que correr atrás do prejuízo, brigando por uma vitória simples no Acre. O empate de 0x0 favorece os acreanos – marcaram na casa do adversário - e o 1x1 leva o jogo ao perigo das penalidades máximas.
A verdade é que o ASA perdeu muito do conjunto que impressionou nos jogos iniciais da primeira fase da Série C. O seu meio de campo já não tem a mesma mobilidade. Apesar da pressão exercida no segundo tempo, faltou equilíbrio ao time na hora das finalizações contra os acreanos. E o técnico Vica tem encontrado dificuldades para reestruturar a equipe, além de cometer alguns equívocos.
O Rio Branco mostrou que não é nenhum “João ninguém” e não será fácil ser batido, na segunda partida, jogando em casa, com o apoio da sua torcida. Sabe jogar muito bem na retranca e a prova é tanta que o time alagoano só marcou através de uma penalidade máxima.
De toda forma nada está decidido e, reencontrando o seu futebol, o ASA pode voltar do Norte do País com o passaporte carimbado para a Série B.
Já o CSA jogou além da expectativa no Arruda, no empate de 2x2, com muita raça e determinação, tirou proveito em alguns instantes do desespero do adversário, mas com ele morreu abraçado. Volta para casa com o gosto da missão cumprida e carregando mais lição debaixo do braço: um planejamento.
Pelo menos não decepcionou e como dependia de uma combinação de resultados, estes não lhes foram favoráveis. O que fazer?
De resto, é torcer para que o ASA avance, pois do contrário futebol em Alagoas só em 2010.
DOIS TOQUES
- O estádio de São Januário recebeu, no sábado, 17.998 torcedores que foram ver o time vencer o Campinense por 3x0 e assistir a tão esperada estréia do alagoano Aloísio com a camisa cruzmaltina. O jogador entrou apenas no segundo tempo e colaborou com a vitória. Teve atuação apenas discreta, mas mandou um balaço na trave do time paraibano. Aloísio foi alvo de uma grande recepção, em dia de festa na Colina.
- Que o João Feijó deveria encontrar outro caminho para não aceitar o troféu com o nome do árbitro Flávio Feijó, tudo bem. Mas homenagear um profissional do apito em plena atividade é uma iniciativa descabida, que vai além do absurdo. Não merece comentários.