O ex-deputado federal Thomaz Nonô (DEM) e o presidente eleito do PSDB em Alagoas, Claudionor Araújo, foram entrevistados pelo radialista França Moura, no programa Cidadania da rádio Jornal. Entre os vários temas discutidos, as recentes discussões no senado, envolvendo os Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB) foram criticadas.
Em sua fala, Nonô afirmou que o debate ocorrido entre os senadores retrata o atraso em que se encontra o senado. Ao mesmo tempo, segundo ele, é importante para que os eleitores possam ver como as pessoas realmente agem.
“No palanque tudo é bonitinho. Agora deu pra ver as intimidades e como seus membros se comportam. A discussão foi uma coisa nojenta. Falou de dedo sujo, mas não vi nada de proctologista. Expressão grosseira. Nunca vi um negócio nos 24 anos que passei no congresso”, criticou.
Nonô ainda fez questão de ressaltar que a crise atual é pior do que a do senador Renan Calheiros, quando ele teve que renunciar a presidência para não perder o mandato. “Todos os senhores senadores foram eleitos com a votação consagradora. A crise do Sarney é pior que a do Renan Calheiros. A um fato curioso, tem que ter a visão de um processo como todo”, completou.
“O Lula se envolveu porque o vice do Sarney é o senador Marcone Pirilo que é do PSDB de Goiás. O presidente tem muito receio que o senado seja conduzido pela oposição. Isso não é novidade. Quando disputei a presidência da câmara contra o Aldo rebelo foi a mesma coisa”, explicou.
O presidente do Democratas em Alagoas opinou contrário a existência de suplentes de senadores e vices para os cargos majoritários. “Faz-se uma eleição e nomeia, escolhe outro. Um insulto, uma aberração. Representa o Estado sem ter tido voto para tal”, frisou.
Lula e Dilma
Sobre o governo do presidente Lula e a candidatura a presidência da ministra-chefe da casa Civil, Dilma Russef, Nonô afirmou que para ele, o próximo presidente será alguém da oposição. “Lula não faz a Dilma e nem ninguém. Eles têm voto e não transferem. Meu palpite será o Serra ou Aécio Neves”, falou.
“Tenho respeito e me admiro com a carreira do Lula. Esse lado pessoal da biografia dele. Só que no país civilizado dificilmente se manteria. É uma demonstração da possibilidade concreta que alguém da camada popular pode chegar ao posto mais importante do país. só isso não basta. Tem que haver um governo bonito”, argumentou.