Sinceramente, não gostaria de perder o meu tempo escrevendo sobre esse assunto. Não vou entrar no mérito da história, ou se a que está sendo contada aconteceu assim mesmo, mas acho que independente de ser o árbitro Flávio Feijó ou qualquer outro nome, uma falta de respeito, educação e um péssimo exemplo dado pelo Corinthians Alagoano, o clube não, seu principal dirigente, João Feijó, se é que ele tomou mesmo essa atitude.
Determinar que os jogadores não recebessem o troféu de vice-campeão e o artilheiro da competição que fosse buscar a chuteira de ouro pelos gols que marcou é, também, uma atitude irresponsável e que tumultua a cabeça desses jovens que estão sendo trabalhados para uma carreira profissional.
É por isso que toda competição que o Corinthians Alagoano disputa, o time comete uma série de indisciplina, com vários jogadores, amadores ou profissionais, sendo expulsos e ninguém toma uma providência mais séria. Mas, sabe qual a resposta a tudo isso? É que o dirigente que toma uma decisão como essa, não pode cobrar nada de ninguém.
Não quero que o João Feijó goste do Flávio, do Gustavo, ou qualquer outro Feijó, nem quero saber das brigas entre eles, mas não posso aceitar que um dirigente que se profissionalizou nessa atividade, que implantou o futebol empresa em Alagoas, possa agir com tanto amadorismo e não reconheça que os problemas pessoais não podem ser levados para dentro de campo. O jogador não tem nada com isso e, no mínimo, o que o clube poderia fazer era não colocar em sua galeria o troféu conquistado. Era um direito seu, se agisse assim.
Com muita honra fui diretor de Marketing do Corinthians Alagoano e saí de lá faz um bom tempo. Mas, se ainda fosse do clube, discordaria do mesmo jeito e teria mesmo com a vontade e o desejo do João Feijó recebido o troféu. Seria, no mínimo, respeitoso e educado.