O CSA foi valente, empatou em 2 a 2, contra o Santa Cruz, em Recife, mas não foi suficiente para conquistar uma das vagas para a próxima fase da Série D do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado juntamente com o tricolor pernambucano. No outro jogo, o Central ganhou do Sergipe, em Aracajú, por 2 a 1, garantindo os dois times na próxima fase.

O CSA perdeu a vaga para o Sergipe, porque teve uma vitória a menos, terminando com o mesmo número de pontos – 7 -, um saldo de gols melhor, mas não passa para a próxima fase. Antes da competição começar, Santa Cruz e CSA eram apontados como favoritos no grupo D, mas as vagas ficaram mesmo para Central e Sergipe. Na reta final, o CSA conseguiu ser a melhor equipe do grupo, mas terminou não sendo o suficiente para comprovar essa superioridade.

Agora, só resta o CSA fechar as portas. Em 2009, o time foi rebaixado no Campeonato Alagoano para a segunda divisão, eliminado na metade do Campeonato Brasileiro e, com certeza, o clube vai ter que administrar as dívidas dos compromissos assumidos. Os dirigentes Raimundo Tavares e Cícero Cavalcante devem assumir essas responsabilidades, quanto às despesas do clube, pois foram eles que ficaram com os bônus e ônus dessa campanha. E eu não tenho dúvida que o CSA não será punido ainda mais com as dívidas financeiras desta participação no Campeonato Brasileiro.

Passada toda essa emoção do jogo contra o Santa Cruz e o final da campanha na Série D, acho importante que os dirigentes Raimundo Tavares e Cícero Cavalcante fiquem no CSA para reestruturar o clube para a temporada 2010. O time vai para a segunda divisão do Campeonato Alagoano, precisa recuperar o seu estádio, no mínimo o seu campo de jogo para não ficar mendigando campo para treinar, e na formação do seu time, que precisa ser bom para voltar à primeira divisão, além do atrativo que levará a competição que deverá contar com um grande número de clubes participando, pelo CSA ser o chamariz da segunda divisão.

Celso Teixeira e a imprensa: um casamento lindo

Todo mundo sabe que não concordo com algumas atitudes do treinador Celso Teixeira, quando o assunto é o comportamento dele na linha lateral de campo durante os jogos e sobre isso não escrevo mais. É problema, exclusivo, dele. Acho um exagero os seus gestos e, na minha opinião, prejudica o rendimento de alguns jogadores e ao próprio clube, pois o árbitro para prejudicar só apita contra o time do Celso, como se fosse para dar o troco ao técnico.

No entanto, reconheço e já fiz isso outras vezes, mas ninguém chega para ele dizendo a minha opinião quando é favorável, que o Celso Teixeira conhece a sua função, e dos treinadores que passaram em Alagoas, pode ser incluído entre aqueles que conseguem se destacar pelo trabalho e conhecimento na preparação do time. Erra como todo mundo.

Agora, parte dos nossos colegas, após o jogo contra o Santa Cruz, em Recife, preferiram ficar chorando, aumentando as lágrimas que estavam sendo derramadas pelo treinador, do que amargurar a eliminação do time na Série D. Há muito tempo que eu não vejo ou ouço uma eliminação ser tão derretida em lágrimas, palavras de conforto, telefonemas de apoio e declarações explicitas de tanta emoção, como essa deste domingo de alguns companheiros. Gente que queria descer das cabines de rádio para abraçar o Celso, outros relembrando o passado, e o final do trabalho parecia mais uma transmissão de missa ou de um sepultamento, de tanta comoção.

Do Celso Teixeira continuo pensando a mesma coisa. É tratável no trabalho do clube, trabalhador, coerente com o seu jeito de ser, no trato com as pessoas próximas, conhece a sua profissão. Quanto à campanha, poderia ser melhor, pois em 5 jogos, empatou 4 e ganhou apenas 1. Vamos esquecer a derrota para o Santa Cruz na estréia, que não serve mais como desculpa. Porque o CSA não venceu o Sergipe, em Aracajú? Ou o Central em Caruaru ou Maceió?. Por isso, foi pouco o que o CSA fez com o comando do Celso Teixeira, só porque não perdeu, pelo investimento e gasto do CSA que lhe deu muito mais condição, apesar do pouco tempo de trabalho, contratando um monte de jogadores com mais condições do que aqueles indicados pelo Freitas Nascimento, que também tem sua parcela de culpa.

Jogar em Recife é o mesmo que ir para uma guerra

Nunca foi fácil para Alagoas enfrentar um clube pernambucano lá nos seus domínios. Imagine jogar com um time precisando de uma vitória para se classificar. Escrevi antes e volto a lembrar agora. O que o dirigente Carlos Alberto Oliveira, presidente da Federação Pernambucana de Futebol, puder fazer, ele faz. Passa por cima de todo mundo, atropela mesmo, não respeita ninguém, é ignorante e grosso com quem aparece na sua frente.

O dirigente não respeita a imprensa, árbitro de futebol, torcedor e até colegas dirigentes. Digo isso, porque convivi um tempo com o dirigente, quando era vice de Raimundo Tavares, na Federação Alagoana de Futebol, e conheço o seu modo de agir. O CSA foi valente em não perder para o Santa Cruz, em Recife, porque lá você enfrenta o Carlos Alberto Oliveira – que fala até do irmão Fred Oliveira, político e ex-presidente da FPF, enfrenta os colegas de imprensa que nada fazem, mas só faltam entrar em campo e chutar a bola na rede do adversário, os árbitros que são pressionados e covardes ajudam os times da casa, a Polícia Militar que não brinca em serviço e os torcedores que acham Alagoas ainda uma província da Capitania Hereditária de Pernambuco.

Como em 2008, o ASA parece que não vai chegar

Não é possível que o ASA, mais uma vez, não alcance o seu objetivo, que é chegar a Série B do Campeonato Brasileiro. A grande chance desse primeiro jogo contra o Rio Branco, um time comum, sem nada de especial, era que vencesse bem e, se possível, com um placar elástico que lhe desse a oportunidade de administrar o jogo da volta.

Só que o ASA não passou de um empate em 1 a 1, com sua torcida lotando o Estádio Municipal, empurrando o time para frente, mas nada disso adiantou, pois o time não soube fazer o dever de casa. Criticar o treinador Vica pela derrota é fácil, com muita gente cobrando a escalação de três zagueiros e, apenas, um homem no ataque, como ele fez praticamente durante toda a competição.

O problema do Vica é que ele perdeu seu grande jogador de proteção, o Paulo Foiane, que cumpria punição pela expulsão no jogo contra o CRB, e o Jota, punido pelo tribunal esportivo, jogador que marca bem no meio-campo. Jogando em casa e com a obrigação de ganhar, o ASA precisava de um resultado melhor.

Vamos esperar o jogo da volta lá no Acre, onde a gente pensa que só tem índio jogando futebol. Na sua casa, o Rio Branco ainda não perdeu esse ano, como em tudo existe a primeira vez, espero que seja exatamente contra o ASA. Eu continuo ACREDITANDO.