Em entrevista ao radialista França Moura, no programa Cidadania da Rádio Jornal, o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, explicou sobre o valor detectado pela Polícia Federal nas suas contas bancárias. Outro ponto rebatido por Almeida é a de que ele é o culpado pelo estado do lixão em Maceió.
Na sua fala, o prefeito não poupou criticas e afirmou que as acusações têm fundo eleitoral. Segundo ele, os fatos apresentados são direcionados a sua possível candidatura, que não ocorrerá. Ele também fez questão de salientar que sua permanência na frente da prefeitura da capital será até 31 de dezembro de 2012.
“Depois de dezembro, posso voltar a ser vereador, volto a ser deputado, mas sempre com a mesma decência. Agem de forma irresponsável. Se a revolta é com o Cícero, faça. Por enquanto estou apanhando, mas quando começar a bater, vai doer”, explodiu.
Almeida contou que o levantamento feito na sua conta bancária gira em torno de doações das campanhas para vereador (2000), deputado estadual (2002), prefeito (2004) e prefeito (2008). “Campanha é feita de doações e a conta movimentada é a do candidato. O levantamento, feito de forma irregular, é o que eu recebi nas candidaturas. Nesta movimentação estão esses recursos”, disse.
“Não estou preparado para levar “porrada”. As pesquisas apontam o Cícero Almeida bem. Em momento algum disse que seria candidato a governador. Não sou, mas posso optar por meu candidato, independentemente de sigla partidária”, falou o prefeito, criticando a postura do jornal Extra de Alagoas, em que ele afirmou que é patrocinado por senadores e que estará processando o mesmo.
“Porque não publicam o que aconteceu ontem no senado, coloquem o que ocorreu ontem. O que eu presenciei ontem no senado, é uma vergonha. Eles pensam que não sei, mas tenho conhecimento de reuniões dentro da Polícia Civil, Ministério Público e Gecoc. Os que administraram Maceió no passado estão querendo me destruir. Não sou nenhum bandido. Os homens de bem da Polícia Federal sabem quem é o Cícero Almeida. Poderia estar muito bem com investimentos", concluiu.