O ASA vai ter que superar outro adversário antes do jogo contra o Rio Branco, neste domingo, no Municipal: a ansiedade que toma conta de seus jogadores, dirigentes e torcedores. É uma situação que se apresenta com certa preocupação e que tem uma plausível justificativa: será este o mais importante jogo da vida do alvinegro em sua luta para chegar à Série B.
Inserido nesse contexto, o campeão alagoano vai para uma batalha que se resume a dois jogos, n mata-mata com as mesmas regras da Copa do Brasil, onde será fundamental ao time de casa não levar gols. Ao contrário: tem que marcar o maior número possível.
Com vários jogadores experientes, o Alvinegro alagoano precisa colocar, primeiro, os nervos no lugar, pois não enfrentará nenhum cachorro morto. O time do Acre, que em 1997 participou da Conmebol, é formado por jogadores rodados no futebol brasileiro, é um verdadeiro papa títulos em seu Estado, e vem com o credencial de ter despachado o Água, do Pará, que até a rodada final da primeira fase da Série C era um dos favoritos absolutos a uma das duas vagas, juntamente com o tradicional Paysandu.
Portanto, o ASA precisa da maior concentração possível nesse primeiro jogo, pois o adversário tem outros atributos que precisam ser levados à sério, um deles a força do seu ataque, o mais positivo da primeira fase da Série C, com 15 gols assinalados, mesma marca de Guaratinguetá e Icasa. E no segundo jogo, dia 16, no Estádio Arena da Floresta, pretende colocar um número superior aos 7.220 torcedores que prestigiaram o jogo contra os paraenses, no último domingo.
Aliás, a diretoria do Estrelão, como é conhecido o Rio Branco, já decidiu que a renda do segundo jogo com o ASA será totalmente destinada aos seus jogadores, caso conquistem a ascensão à Série B.
Como time de chegada, o ASA precisa eliminar logo essa ansiedade e, para isso, conta com o apoio do seu torcedor, que na pessoa do prefeito Luciano Barbosa, deu nessa quinta-feira uma grande demonstração de que, se é apoio, esse não faltará neste domingo, no Municipal.
Alagoas estará unido em torno do seu campeão, pois as portas estão abertas para que o seu futebol volte à segunda divisão do Brasileiro. E não pode deixar a peteca cair.
DOIS TOQUES
- O árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca, indicado pela CBF para apitar Santa Cruz s CSA, neste domingo, no Arruda, é o mesmo que apitou CRB x Corinthians no ano passado, pela Série B, e prejudicou o time alagoano. Tem sido praxe, nos jogos que atua, cometer equívocos – para não dizer erros crassos - que prejudicam as equipes envolvidas. Curiosamente, a CBF mudou o árbitro de Sergipe x Central, jogo que interessa diretamente ao CSA. O paulista José Henrique de Carvalho está substituído por Cleber Wellington Abade. A preocupação do CSA, portanto, é totalmente compreensível.
- Aloísio não esconde a ansiedade que está vivendo para estrear com a camisa do Vasco da Gama, neste sábado, contra o Campinense, pela Série B. O atacante alagoano vinha torcendo para que este momento acontecesse logo, para sentir mais de perto o calor da torcida cruzmaltina. O jogo será em São Januário, a casa do Vasco. Aloísio deve começar no banco.