O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil de improbidade administrativa nesta quarta-feira (5) contra a governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), e outras oito pessoas. A ação é resultado da Operação Rodin, que investigou desvios no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O MPF pediu a perda dos cargos das pessoas citadas, suspensão dos direitos políticos.
Os procuradores concederam entrevista coletiva para falar sobre o processo, mas não deram detalhes sobre o suposto envolvimento da governadora no caso.
O G1 procurou a assessoria de Yeda e aguarda resposta. Nesta quarta, a governadora despacha em Canela, na Serra Gaúcha, no Palácio das Hortênsias.
A ação se refere à Operação Rodin, realizada pela Polícia Federal e pela Receita Federal, em novembro de 2007 para desarticular uma organização criminosa que desviava recursos de Detrans usando fundações de apoio universitárias e empresas administradas por laranjas. A operação foi realizada em Porto Alegre, no município gaúcho de Santa Maria e na capital maranhense, São Luís.
Os investigadores constataram que os envolvidos atuavam no Detran do Rio Grande do Sul, efetuando contratos para avaliação teórica e prática na habilitação de motoristas, sem licitação e com apoio das fundações de apoio universitárias.
Os serviços eram prestados com a utilização da estrutura física e de pesquisadores da Universidade de Santa Maria. Os suspeitos efetuavam subcontratações ilegais com serviços superfaturados.
MPF entra com ação contra Yeda e pede perda do cargo de governadora do RS
05/08/2009, 21:18 - Brasil/Mundo
Por teresa
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