Nem tudo são flores na Assembléia Legislativa de Alagoas. No segundo dia após a volta do recesso parlamentar, uma discussão entre o líder do governo, Alberto Sextafeira (PSB) e o primeiro secretário da Mesa Diretora, Jota Cavalcante (PDT), causou frisson no plenário.
A sessão de hoje começou com Sextafeira lendo lentamente a chamada de deputados, a fim que o número regimental de nove parlamentares se fizesse presente no plenário. Após a chamada, Jota Cavalcante assumiu a primeira secretaria e começou a leitura do expediente, foi quando a “confusão” começou.
Entre os projetos que deveriam ser lidos, estava oque trata do tempo de reserva dos coronéis da Polícia Militar. O projeto não foi lido pelo parlamentar e Sextafeira pediu a palavra dizendo que era pra ser lido, já que o presidente da ALE, Fernando Toledo (PSDB), havia colocado em pauta.
“Na época que chegou o projeto, o deputado Judson Cabral (PT) pediu uma audiência pública e em consideração a ele, que não está presente, não vou ler. Eximo a culpa do presidente, o secretario (no caso ele) é quem está lendo”, respondeu Jota.
Em a parte, Sexta voltou a pedir que a leitura fosse feita. “Não estamos entrando no mérito da sessão publica. Quero saber por que não ler”, perguntou. Mais uma vez, o líder do governo escutou uma resposta afiada: “Não leio, porque não quero”.
A discussão teve que ser paralisada graças ao presidente Fernando Toledo, que concedeu a parte ao líder da oposição, deputado Paulão (PT). Em sua fala, o petista disse que Como líder de oposição, em nenhum momento Judson fez contato sobre a matéria, e que por isso autoriza a leitura da mesma.
“Não exista uma justificativa para que essa matéria não seja lida. Como líder eu autorizo. A pauta é clara e límpida. O 1° secretário não tem essa prerrogativa. O Jota está desobedecendo e rasgando o regimento. Se não quiser ler, que coloque outro no lugar do secretário”, argumentou.
Em outro a parte, o deputado Arthur Lira (PMN), defendeu a leitura da matéria. “Com todo o esforço que o Toledo e o líder Sextafeira fizeram para que acontecesse a sessão. Queria que ficasse claro, que nós os deputados que fomos afastados irresponsavelmente, não temos o menor interesse de atrapalhar projetos vindos do governo, como uma parte da imprensa está dizendo”, esbravejou.
“Que o problema da bancada do governo com o governo seja solucionado. Fui algumas vezes primeiro secretário e sei que em nenhum momento o secretario pode se deixar a ler. O presidente da casa pode por atribuição sua, em Imerso em Banho Maria, por quanto tempo queira”, explicou Lira, dizendo ainda que depois que a pauta é feita, não é o Jota Cavalcante que pode dizer que não vai ler hoje, porque que tem algum acordo.