A família do pugilista radicado canadense Arturo Gatti não ficou satisfeita com as investigações da morte do ex-campeão mundial. Ele morreu no último dia 11, em Porto de Galinhas. As acusações recaíram sobre sua esposa, Amanda Rodrigues, mas ela foi colocada em liberdade na quinta-feira, quando a polícia brasileira concluiu que Gatti cometeu suicídio.

Com este resultado, os familiares do ex-pugilista, uma figura muito carismática no boxe, já falam em realizar uma nova autópsia. O corpo já foi enterrado na cidade de Montreal. Joe Gatti, irmão mais velho de Arturo, deve pedir a exumação do corpo, para que se conduza uma autópsia de forma independente no Canadá.

O empresário de Gatti, Pat Lynch, também se mostrou descontente com o resultado. Gatti e a esposa teriam um relacionamento turbulento, o que levantou dúvidas sobre a chance de suicídio. "Eu não vou descansar. Há ainda muita investigação à frente para nós", disse ele.

Arturo Gatti nasceu na Itália e, ainda criança, mudou-se para o Canadá. Durante sua carreira, teve 40 vitórias e nove derrotas, conquistando os cinturões dos superleves, pela Federação Internacional de Boxe, em 1995, e o dos meio-médios ligeiros do Conselho Mundial de Boxe, em 2004. Seu último combate foi em 2007.

Na quinta-feira, foi organizado um memorial em homenagm ao ex-pugilista, com a presence de cerca de 600 pessoas. Mickey Ward e Ivan Robinson, alguns de seus maiores rivais, estiveram no evento, assim como Mickey Rourke, ator famoso por "O Lutador".