Motoboys que trabalham em São Paulo comemoravam nesta quinta-feira (30) a regulamentação de seu trabalho. Para celebrar, jogaram bola antes de começar mais um dia de “correria”.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei determina que tanto os motociclistas que trabalham fazendo entregas quanto os que transportam passageiros tenham pelo menos 21 anos, dois anos de carteira de habilitação e passem por um curso preparatório.
“É uma coisa que a gente vem lutando há muito tempo, para ter registro em carteira, que antes não tinha. Não passa a ser um bico mais, é uma profissão”, celebrava o motoboy Luis Fernando Alves Barbosa.
Em uma empresa, todos os motoboys aprenderam a trabalhar na prática. Agora estão otimistas com o reconhecimento da profissão por lei. “Com essa regulamentação, vai melhorar bastante o nível, o modo de conduzir o veículo”, disse motoboy Marcílio Vila Real.
Mas quando o assunto é transportar passageiros, os motoboys temem pela segurança da outra pessoa. “É um risco muito grande, você está lidando com vida. Você põe outra vida em risco, não é só carregar os documentos”, afirmou o motoboy João Lima.
Na semana passada, o SPTV mostrou que, mesmo sem a regulamentação, o serviço de mototáxi já é uma realidade na capital. Por um percurso do Brooklin até a Avenida Paulista, um motociclista cobrou R$ 50, bem mais que um táxi comum cobraria.
Um projeto de lei que já está em discussão na Câmara Municipal de São Paulo propõe que os mototaxistas sejam proibidos de circular por um mini-anel viário, onde estão as vias mais movimentadas de São Paulo -como as marginais e as avenidas dos Bandeirantes e Salim Farah Maluf. No resto da cidade, a circulação seria liberada.