Dos 39 gabinetes investigados pela comissão de sindicância da Câmara, sobre a existência de um mercado paralelo de venda de passagens da cota parlamentar, cinco deputados deverão ter seus casos aprofundados pela Corregedoria da Casa: Eugênio Rabelo (PP-CE), Paulo Roberto (PTB-RS), Márcio Junqueira (DEM-RR), Roberto Rocha (PSDB-MA) e Veloso (PMDB-BA). No caso de Junqueira, um funcionário seu, Marco Aurélio Vilanova, foi apontado pela sindicância como um dos cinco suspeitos de operar o esquema de emissão irregular dos bilhetes.

Junqueira negou o envolvimento com o esquema, e disse estar aberto a qualquer tipo de investigação. O deputado admitiu, porém, que usava sua cota para dar passagens para pessoas de seu estado e que recorria a uma agência de turismo para emitir bilhetes extras.

“Sempre trabalhei com a cota estourada, para atender a pedidos de remoção de doentes (a outros estados). Ficava sem passagem para mim. A agência me atendia, antecipava passagens. Tenho toda a documentação. Não tem nada de ilícito”, disse Junqueira.