A diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, afirmou neste sábado que o "caos aéreo está totalmente superado". Apesar disso, ela avalia que os passageiros podem voltar a enfrentar filas nos aeroportos e atrasos nos voos, durante os chamados períodos de alta temporada.

Em visita à Feira Nacional da Aviação Civil, aberta hoje ao público no Rio, Solange Vieira disse que são esperados problemas como filas e atrasos em dezembro deste ano, já que a procura costuma aumentar bastante neste período.

"Dezembro é um mês muito delicado, principalmente na última quinzena, período das festas de fim de ano, quando os aviões, que operam com 70% de ocupação, passam a operar com 100%. E as companhias não têm, dado a nossa estrutura trabalhista, muita flexibilidade para dobrar o contingente de funcionários neste período. Então, é natural que aumentem as filas e que os aviões tenham algum atraso. Mas eu não chamaria isso de caos, mas sim de um trânsito complicado, um período de rush para a aviação", disse ela.

A Feira Nacional de Aviação Civil está sendo realizada neste final de semana, no III Comando Aéreo Regional, no Centro do Rio de Janeiro. Entre as atrações, está a visitação ao interior de aviões.

Santos Dumont

Ontem, o diretor da Anac Claudio Passos disse que a decisão da agência de autorizar voos para outras partes do país, a partir do Aeroporto Santos Dumont, não significou aumento do número de vôos já definidos de acordo com a capacidade do terminal aeroportuário.

"A única flexibilidade que nós adotamos foi a de permitir que o avião possa sair do Santos Dumont e pousar em qualquer aeroporto do país e não só em Congonhas [na capital de São Paulo]. Obviamente que isto aumentou um pouco mais a movimentação do aeroporto e nós já podemos observar isto. Mas o limite de 23 movimentos por hora pode estar sendo atingido em seu limite, ainda assim em uma situação bastante distinta de Congonhas, que tem um limitador maior, em razão de o aeroporto só poder ser utilizado até às 23h".

Gripe suína

Ainda na Feira Nacional de Aviação Civil 2009, o diretor de Relações Institucionais da Gol, Alberto Sajerman, admitiu que o movimento de voos da empresa para a América do Sul caiu cerca de 40%, desde o início do surto de gripe suína no continente.

Ele explicou, porém, que a empresa vem compensando esta queda com transferência dos voos previstos para esta região para o Caribe. "Vários voos fretados, principalmente para Bariloche, foram suspensos. E muitos passageiros estão preferindo o sol do Caribe à neve de Bariloche".

Sajerman adiantou, ainda, que a Gol vai transferir 17 voos diários, que hoje partem do Aeroporto Santos Dumont, para o Aeroporto Internacional Galeão Tom Jobim, na Ilha do Governador.

"São voos que se destinam a cidades como Brasília, Vitória e Belo Horizonte. Esses voos até poderiam ser mantidos no Santos Dumont, desde que houvesse redução no peso das aeronaves por ocasião do embarque e em alguns casos nós teríamos que reduzir o número de assentos em até 40 cadeiras, o que não nos interessa", afirmou.