O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, afirmou nesta quinta-feira que os legisladores adiaram a votação sobre a ambiciosa reforma na saúde prevista pelo presidente até agosto. A mudança foi um duro golpe para Barack Obama, que há semanas faz grande campanha pelas mudanças em uma dos temas mais complicados de Washington.

Como os EUA não possuem um sistema universal de saúde pública, os americanos dependem de planos privados e de dois programas governamentais voltados para pessoas carentes com mais e 65 anos (Medicare) e pessoas pobres com necessidades específicas (Medicaid), mas esses programas dependem muitas vezes de algum pagamento e possuem critérios estritos de elegibilidade, o que deixa mais de 40 milhões de pessoas sem cobertura.

Segundo estimativas, a ampliação da cobertura da saúde pública pode custar US$ 1 trilhão em dez anos.

Reid afirmou que o Comitê Financeiro vai avaliar sua parte da reforma proposta antes da pausa de um mês no Congresso. O novo texto, com as mudanças propostas pelos comitês de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões, será então votada pelo Congresso.

A ideia, segundo Reid, é garantir um texto bipartidário.

Obama pressiona há duas semanas para que a reforma seja votada por ambas as casas do Congresso antes do recesso de agosto. A notícia do adiamento veio pouco antes da nova aparição de Obama em Ohio para mais um discurso no qual defende a importância das mudanças.