A casa da família de Gabriel Buchman virou o quartel-general de uma operação de solidariedade . Amigos se mobilizam para tentar descobrir o que houve com Gabriel, o economista carioca, morador do Leblon, Zona Sul do Rio, que desapareceu na sexta passada quando percorria uma trilha no monte Mulanje, no Maláui, na África.

O telefone não para na casa da mãe de Gabriel, mas ainda não há informações sobre o desaparecimento. Há sete dias a família não tem notícias do rapaz.

“O que a gente tem certíssimo até agora depois de muita luta, muito empenho e de muitos telefonemas, é que às 7h, hora do Maláui, 2 h da manhã aqui, estará chegando um helicóptero de resgate, que é importante que ele sobrevoe o monte. Já tem uma equipe de apoio de 60 homens percorrendo, mas o parque é muito grande”, explica a mãe do jovem, Maria de Fátima Buchman.

Gabriel de 28 anos estava viajando desde julho do ano passado. Ele percorreu 26 países da Ásia, África e o Oriente Médio como preparativo para um doutorado sobre políticas públicas de apoio a populações pobres.

Antes de subir o monte Mulanje, Gabriel entrou em contato com a mãe.

“Foi por e-mail. Falou: ‘mamãe, estou terminando a viagem, estou indo para o Maláui. Vou já providenciar minha passagem Joanesburgo/Amsterdan para estar no Brasil no dia 28’”, conta a mãe do jovem.

A namorada de Gabriel acredita que ele tenha se machucado no percurso.

“Eu já elaborei algumas hipóteses. Eu acho que, como Gabriel tem experiência em subir montanha, ele é bastante safo, ele é precavido, ele deve ter se machucado. Então, acho que ele está só perdido e machucado, por isso é fundamental que as equipes de busca deem força total para encontrá-lo”, diz a namorada, Cristina Reis.

Os instrumentos dessa busca doméstica são o telefone celular e a internet. Os amigos do jovem levantam dados junto à ONG que administra o parque do monte Mulanje. O governo da África do Sul emprestou o helicóptero para ajudar nas buscas a pedido do Itamaraty.