As forças de segurança da Indonésia confirmaram que dois suicidas cometeram os atentados nesta sexta contra dois hotéis de luxo em Jacarta, que deixaram pelo menos nove mortos e cerca de 50 feridos. A hipótese de que os suicidas teriam passado a noite nos hotéis já era trabalhada nas primeiras investigações, e os agentes desativaram uma terceira bomba pronta para explodir em um quarto do hotel JW Marriott.
O chefe da polícia, general Bambang Hendarso Danuri, disse que também estão procurando outros responsáveis pelo massacre, enquanto equipes legistas trabalham para identificar os restos mortais e outros quatro cadáveres carbonizados.
Diversos canais locais de televisão informaram que pelo menos dois cadáveres tinham sido descobertos mutilados e sem cabeça em meio aos escombros.
O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, afirmou que os ataques foram obra de "um grupo terrorista", mas evitou citar a Jemaah Islamiya, o braço do Al-Qaeda no Sudeste Asiático e autor dos atentados mais violentos dos últimos anos no país.
Os ataques de Jacarta colocam fim a quase quatro anos de paz na Indonésia, a nação de maior população muçulmana do mundo, com cerca de 230 milhões de fiéis, na maioria de caráter moderado.