Virgílio pede que o órgão instaure processo disciplinar para saber se houve quebra de decoro parlamentar por parte de Sarney. O PSOL também encaminhou representação contra Sarney e o líder do PMDB e ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), para que sejam investigados os 663 atos secretos baixados ao longo dos últimos 14 anos, que beneficiaram correligionários e parentes dos dois senadores.
Também nesta terça-feira, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu que Sarney renuncie à presidência da Casa. "Não adianta suspender atos. Perdemos toda a credibilidade. O presidente Sarney tem de ter a grandeza de renunciar à presidência do Senado", disse Simon, que admitiu não ter tido coragem de dizer isso para Sarney na semana passada quando foi conversar com ele em seu gabinete.
Para
apurar as denúncias contra Sarney, o Senado aprovou os membros do
Conselho de Ética - 15 titulares e 15 suplentes. O senador Antonio
Carlos Valadares (PSB-SE) é o mais cotado para presidir o conselho. O
governo trabalha por uma "tropa de choque" para blindar o
peemedebista. A estratégia é arquivar a representação contra ele.
O
presidente do Senado negou, por meio de sua assessoria, e em
pronunciamento, participação direta na administração da Fundação, em
resposta às acusações do jornal O Estado de S. Paulo de que a
Fundação José Sarney teria desviado parte dos recursos cedidos pela
Petrobras para empresas fantasmas e de familiares do senador. O
estatuto da Fundação, no entanto, afirma o contrário.