Cerca de 300 pessoas acompanharam nesta terça-feira o enterro da menina Rita de Cássia Rodrigues de Sena, 5, que morreu ao cair de uma altura de 25 metros no prédio onde morava, em Thomas Coelho, zona norte do Rio de Janeiro. Os pais, Fátima Rodrigues Edivirges Sena e Gilson Rodrigues Sena, que foram presos e depois liberados devido à acusação de abandono de incapaz, estiveram presentes.
Ao longo do funeral no cemitério de Irajá, Fátima, 50, professora, não saiu do lado do caixão e recebeu o apoio de amigos e familiares, que se revoltaram com a prisão dela e do marido. Ambos choravam muito pela perda da filha e por terem passado presos e em choque a noite seguinte à morte da menina.

Fátima não foi hostilizada pelas presas, segundo relatou, mas foi colocada em cela separada por precaução. Gilson também passou a maior parte da noite isolado e dormiu ao lado de dois acusados de homicídio e um terceiro que responde por assalto.

O incidente ocorreu no sábado à noite, quando Rita de Cássia escapou por uma tela rasgada do apartamento onde morava enquanto os pais retornavam de uma festa. Na segunda-feira o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu liberdade provisória ao casal.

A menina chegou a ser levada para o Hospital Salgado Filho, no Méier , e não resistiu. Imagens do circuito interno mostram que por muito pouco os pais não impediram a morte: entraram no elevador de volta à casa 31 segundos antes de a filha cair. Segundo a polícia, eles chegaram em casa um minuto depois da queda da menina.