O prefeito de Los Angeles disse, na noite da segunda-feira, 13, que a cidade vai pagar o U$ 1,4 milhão (cerca de R$ 2,8 milhões) das despesas com o funeral de Michael Jackson, realizado na semana passada e criticou a iniciativa de alguns fãs, que criaram uma página na internet para arrecadar fundos para pagar os custos.

"A ideia de que cobraremos (o funeral) da família não tem sentido", disse Antonio Villaraigosa, que acaba de retornar de uma semana em férias na África do Sul. 

Villaraigosa disse que à família do cantor, nem à AEG Live, grupo proprietário do Staples Center (onde o funeral foi realizado), nem à população de Los Angeles, que ajude a pagar as horas extras dos policiais, dos funcionários dos serviços de orientação do trânsito, ou dos varredores de rua. 

Acrescentou que eventos massivos como esse ocorrem com frequência em cidades como Nova York e Chicago, que não pedem a outros que saldem suas dívidas. 

Até o fim de semana passado, um site organizado por fãs já levantara cerca de 35 mil dólares (70 mil reais), de aproximadamente 1.800 "fanáticos". O prefeito classificou a iniciativa de "ridícula". O site ainda não se manifestou sobre a devolução do dinheiro, depois das declarações de Villaraigosa. 

No entanto, os parlamentares de Los Angeles questionam o propósito do chefe do executivo, uma vez que a cidade acumula um déficit de 530 milhões de dólares (mais de 1 bilhão de reais), além de sofrer com a falta de pessoal. 

Para o vereador Dennis Zine, as despesas deveriam ser pagas justamente pela família de Michael Jackson e pela AEG Live. "Eles fizeram com que a cerimônia se convertesse num evento mundial e não está certo que os contribuintes paguem por isso", disse.