Entrevista do senador José Sarney (PMDB-AP) ao jornalista Jorge Bastos Moreno:
Que massacre é esse?
É massacre mesmo. Nunca vi, a mídia dirigida em cima de uma pessoa, disputando quem ataca mais...
Mas o senhor está firme no posto, não?
Nunca fiz nada que não fosse correto. Então, não me sinto inseguro. Quem faz coisa incorreta é que deve se sentir inseguro. Agora, por exemplo, estão dizendo que tenho até conta no exterior. Nunca tive conta no exterior. Precisa ter dinheiro para ter conta no exterior.
E a casa?
Até digo de brincadeira: eu não declarei meia casa, que era a minha parte; a outra é do Zequinha, meu filho. Eu deveria ter feito como o Manoel Gonçalves, que declarou que tinha uma meia égua no Prado e...
Ficou conhecido como "Manuelzinho meia-égua".
E eu sou o "Sarney meia-casa".
E como o senhor está?
Sofrendo muito, ninguém é insensível. Mas a minha determinação é fazer o que eu prometi: dar um novo Senado. Isso me dá força para continuar resistindo. A cada hora surge uma novidade. Falam de uma viagem a Veneza. Fui como outros convidados. Mas não recebi ajuda de custo de US$ 10 mil.
E o senhor vai resistir a todas essas denúncias?
Fiz duas grandes administrações no Senado e vou fazer e estou fazendo esta terceira. Por isso não posso recuar. E não vou recuar.