Pequim, 11 jul (EFE).- O Governo de Xinjiang confirmou 184 mortos nos distúrbios étnicos dos últimos dias na capital provincial, Urumqi, os piores em décadas na China.

Pela primeira vez as autoridades chinesas detalharam a etnia dos mortos, ao afirmarem que 137 eram chineses han (majoritária) e 46, uigures muçulmanos. A outra última vítima era hui, outra etnia islâmica.

Dos mortos, 157 eram homens e 27 mulheres, segundo a informação, divulgada através da agência oficial de notícias "Xinhua", que não precisa, porém, a data exata das ocorrências.

O novo número de mortos foi divulgado na madrugada de hoje na China, depois de ter sido anunciada a retomada do toque de recolher à noite para prevenir novos incidentes.

A sexta-feira foi marcada por uma relativa volta à normalidade nas ruas, com a abertura de comércios e mais carros transitando.

O dia, de oração para os muçulmanos, também teve o fechamento de grande parte das mesquitas por ordem das autoridades, o que foi respondido com vários protestos pelos uigures, etnia islâmica pivô dos protestos.

As restrições à informação continuam, com corte total da internet e da comunicação por telefone com o exterior, além de coação a jornalistas.