A data já está marcada: em 1o de janeiro de
2011 tomam posse em Montevidéu os primeiros eleitos para as 37 cadeiras
inicialmente reservadas ao Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul).
Para isso, o Congresso Nacional tem que definir até o fim de setembro
as regras para a eleição, que ocorrerá junto com o pleito para
presidente, senadores, governadores e deputados federais, em 3 de
outubro de 2010. É uma corrida contra o tempo, já que a legislação
eleitoral tem que ser aprovada com pelo menos um ano de antecedência.
Em junho, a Representação Brasileira no Parlasul delineou uma proposta,
que começa a ganhar consenso. A fórmula utilizaria as listas de
candidatos fechadas pelos partidos ou coligações em convenções
nacionais. Os eleitos seriam os primeiros nomes das listas, em número
proporcional aos votos recebidos por agremiação.
As listas
seriam submetidas a todos os eleitores do país (circunscrição
nacional), representando, da melhor maneira possível, as regiões, as
etnias e os gêneros. Em resumo, os eleitores vão escolher um conjunto
de candidatos agrupados sob uma mesma legenda, forma de escolha inédita
no Brasil, privilegiando o partido.
O relator do assunto na
Comissão de Relações Exteriores (CRE) da Câmara, deputado Dr. Rosinha
(PT-PR), apresenta nesta terça-feira, às 17h, o relatório, que reuniu
as sugestões de seus colegas de Parlasul ao projeto (PL 5.279/09) do
deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
A estratégia é, a partir de
consulta aos líderes partidários na Câmara, aprovar um requerimento de
urgência para a proposta ainda na terça e, na quarta, tentar votar o
projeto em Plenário. Ficaria faltando então a aprovação no Senado.
Uma das propostas que orienta as discussões, do senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG), apresenta critérios para distribuição das vagas nas listas
entre as regiões brasileiras e entre homens e mulheres (veja
infografia). Esses critérios, além de um possível financiamento público
da campanha, são pontos polêmicos.
O presidente da
representação no Parlasul, deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), vai
convidar entidades da sociedade civil para opinar sobre a questão. O
início da reunião será reservado aos representantes da Reunião
Especializada de Mulheres no Mercosul, Instituto de Estudos
Socioeconômicos (Inesc, entidade próxima aos debates do Parlasul),
União Parlamentar do Mercosul (que reúne os legislativos estaduais) e
Fórum Consultivo Econômico e Social (que representa trabalhadores e
empresários do Mercosul).
Regras para eleição do Parlasul devem ser fixadas nesta semana
05/07/2009, 21:40 - Brasil/Mundo
Por master
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