O sistema de identificação por retrato falado da Polícia Federal agora
é totalmente digital e composto por imagens coloridas de alta
definição. O Projeto Horus, lançado nesta terça-feira (30), foi
desenvolvido pelo Instituto Nacional de Identificação e deve tornar o
reconhecimento de criminosos e pessoas desaparecidas ainda mais
eficiente.
O software reúne técnicas de equalização de tons de pele, inserção de
marcas corporais, acessórios, projeções de envelhecimento e simulação
de disfarces e aproxima o retrato falado de uma fotografia. Antes, as
imagens eram feitas apenas em preto e branco e com baixa resolução.
"O que a Polícia Federal fez foi aprimorar a técnica dando maior
nitidez e qualidade à imagem do retrato falado", afirmou o
diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, ao lançar o programa.
Segundo
o papiloscopista policial federal Antonio Vantuir, a ideia é aproximar
ao máximo a descrição feita pela testemunha das reais características
do criminoso, para reduzir o número de suspeitos investigados.
Além
da investigação de criminosos, o retrato falado é usado na procura por
pessoas desaparecidas. Em caso de crianças, imagens dos pais e de
parentes também serão usadas na criação da imagem.
O banco de dados utilizado no programa Horus reúne 4 mil imagens desenhadas com características da população brasileira.
O
novo sistema será disponibilizado, por meio de cooperação técnica, para
as polícias civis estaduais interessadas. Inicialmente, 100
papiloscopistas policiais federais receberão treinamento para usar a
nova ferramenta.
O software começou a ser desenvolvido em 2005
por três papiloscopistas (policial especializado na identificação
humana) e um servidor administrativo do Instituto Nacional de
Identificação (INI).
Novo sistema de retrato falado da PF aproxima imagem da fotografia
30/06/2009, 19:40 - Brasil/Mundo
Por gilcacinara
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