O modelo de segurança implantado nos últimos meses em cinco favelas do Rio --que passa pela expulsão de traficantes e a melhoria de serviços sociais-- foi aprovado pelos moradores destas comunidades, segundo um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgado neste sábado.

Quase 60% dos entrevistados, moradores das favelas Santa Marta (zona sul) e Cidade de Deus (zona oeste) consideraram que a segurança pessoal e de suas famílias melhorou desde que a Polícia Militar assumiu o controle do local onde moram.

A metade dos moradores também disse que a questão do respeito aos direitos humanos na favela melhorou e 54% opinaram que a violência policial diminuiu.

A maioria, mais de 90% dos entrevistados, falou que gostaria que este modelo fosse mantido de forma indeterminada e que se estendesse para outras das mais de 900 favelas do Rio.

Por outro lado, alguns moradores se queixaram da persistência de casos de extorsão por parte de policiais alheios a este sistema de segurança.

O governo do Rio estabeleceu este modelo em outubro de 2008, começando na Santa Marta. Em fevereiro deste ano, a Polícia Militar o aplicou na Cidade de Deus e na favela do Batan, na zona oeste da cidade e, em junho, nas comunidades da Babilônia e Chapéu Mangueira, ambos na zona sul.